Mil Borboletas – Parte VI

Cinco dias depois

Eu estou em choque ainda, eu fecho os olhos e vejo a imagem dela saindo sem olhar para trás. Eu não tive nenhuma notícia dela, o governo é bem criterioso com isso, a comunicação é feita por carta, todo mês. isso vai ser complicado, não só escrever, mas sim, pelo fato de que vai ser como se ela mandasse um whatsapp e só depois de um mês ela terá a resposta.

Eu não quero ficar sozinha ainda, então meus pais estão morando aqui no meu apartamento, eles ficam de olho em mim o tempo todo.

Inclusive me confortam nas noites que passo chorando vendo minhas fotos com ela, vídeos e ouvindo a nossa música. Closer, música que tocou na nossa primeira noite de amor. Não faz uma semana que ela foi, e eu já estou surtada. Eu não sei se vou aguentar ficar longe dela.
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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Amar é desapegar-se.

Quem não é um bom ímpar, jamais será um bom par.

 

Quem nunca sofreu por amor que atire a primeira pedra! Algumas betinas tem PHD nesse assunto, não é? Dependência emocional, ciúmes, possessividade, controle e desconfiança e todo drama que possamos imaginar! Esses são alguns dos ingredientes das mais variadas historias amorosas que vemos e sabemos por aí.

Você sabia que esses ingredientes são oriundos do apego?

Mas, o que seria apego? Simplificando a resposta, digamos que o apego é limitação e uma ideia falsa de amor. Às vezes temos a falsa impressão que é preciso haver esses ingredientes mesmo que em “pequenas doses”, dessa forma garantimos o amor. Ledo engano. O desapego nas nossas relações é a garantia de uma construção leve e saudável da vida a duas.

Uma outra definição que gosto é que enquanto o amor é entrega, o apego é a possessividade. O amor deixa livre e o apego diz: “eu te possuo”.coluna-rosane
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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Mil Borboletas – Parte V

Um ano e nove meses depois.

POV DIANNA

– Juro por Deus que se tiver que fazer mais uma prova do Brad eu me mato. Que prova difícil. – Holly disse colocando o capacete.

– Nem me fale, chegando em casa farei um belo chocolate quente pra nós, meu amor. – Abracei-a apertado.

Subimos na moto como sempre fazemos e fomos em direção a minha nova casa. Na verdade não é minha, ela é alugada, vendi a casa que sempre morei e hoje pago aluguel, uma casa bem menor, e sem lembranças. É como um HD vazio que eu vou enchendo aos poucos com sentimentos e sensações novas.

– Amor, tem um carro do governo em frente à sua casa, você pagou os impostos? – Holly me perguntou rindo.

– Juro que sim, deve ser algum engano. Vamos ver. – Dei um beijo em sua testa. – Boa noite, aconteceu algo?

– Não, você é Dianna Thompson? – O senhor me perguntou seriamente. Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Menina se assume em culto de igreja Mormon e microfone é desligado

A norte americana Savannah, de 12 anos, se entendeu lésbica e contou aos seus pais e amigos próximos, que a compreenderam tranquilamente como manda o figurino do amor. Com isso, Savannah decidiu que deveria abrir mais o jogo e ficar de buenas com toda a comunidade da igreja que ela frequentava.  “Eu sentia que precisava assumir para toda a igreja”, disse em entrevista a CNN/RNN. Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3