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Yuri Love 3: outros sucessos e novidades animadoras

Olá, Betinas! Como vão vocês?

Dizem que um é bom, dois é ótimo, mas três é demais, porém acho que, quando se trata de conteúdos que nos representam, quanto mais, melhor. É com essa premissa que venho espalhar as boas novas: sucessos lançados recentemente – e outros que ainda virão – a respeito do amor entre mulheres em desenhos japoneses – os animes Yuri, como são denominados.

Não se esqueçam de ler os artigos Yuri Love 1 e 2 para entender melhor esse universo único da cultura nipônica.

E aqui vão as nossas atrações:

 

  • SENGOKU OTOME

Tudo começa quando Hideyoshi, uma colegial dos dias atuais – muito desastrada e pouco interessada nos estudos –, acidentalmente é conduzida para um marco histórico japonês, chamado de período “Sengoku”, época em que os clãs lutavam entre si para demarcar seu território. Nesse tempo – sem Wi-fi, nem fast-food –, Hideyoshi conhece Oda Nobunaga, uma líder forte e imponente que, por alguma razão, acredita precisar da estudante para encontrar uma armadura carmesim e dominar todo o arquipélago. O destaque aqui vai para Mitsuhide, uma guerreira inteligentíssima e tsundere (temperamental), que, secretamente, ama e admira Nobunaga, sua querida líder. Assistam até o fim, pois existem gratas surpresas neste anime, embora não haja conteúdo sexual. OBS: o único “macho” desse desenho é o cachorrinho tarado. Nesta versão do período Sengoku, só existem mulheres. Não que eu esteja reclamando, é claro…

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Visibilidade na TV aberta. É preciso.

Aquele desejo urgente de desligar a TV e boicotar a mídia que fecha os olhos para a minoria, violência contra LGBTs, mulheres e negrxs. Mas também aquela consciência de que ainda estamos numa sociedade onde a maioria da população assiste a TV para se informar, e muitos acreditam piamente no que está sendo dito nela.

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A TV no Brasil tem um longo histórico de manipulação dos fatos e de criação de verdades. De programinha em programinha, passando por novelas sucesso absoluto de ibope, notícias tendenciosas em jornais, personagens que reforçam este Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Por que desejo a continuação de The L Word? 5 motivos

Alerta de spoiler!

Empoderamento, romance, drama, comédia, crushs, família e elenco incrível define essa amada série escrita e produzida por Ilene Chaiken – hoje criadora da série Empire – que foi ao ar em janeiro de 2004 e teve o encerramento em março de 2009 nos canais Showtime (EUA), Showcase (Canadá) e Warner nos demais países da América.

Claro que uma continuação será baseada na realidade, pois um presidente republicano ameaça os direitos das pessoas LGBTs no país. É racista, misógino, odeia latinos e muçulmano, com certeza críticas provocariam reflexões sobre o que esperamos em outros assuntos.

Agora listamos alguns motivos para o retorno de The L Word se tornar um sonho:

1-  Quem matou Jennifer Shecter?

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A escritora se transformou ao longo da trama, não dá para acreditar que a ingênua Jenny recém chegada à realidade de L.A tornou-se a vilã de seus amigos. Mas as investigações um dia terminam e teremos o nome da autora ou autor do assassinato.

2- O casal mais shippado da série: Bette Porter e Tina Kennard.

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Elas se mudariam para NY, e seus amigos fizeram uma homenagem, mas a morte da Jenny na casa do casal pode ou não adiar esse plano. Ano passado a Suprema Corte Americana legalizou em todos os Estados a celebração do casamento civil igualitário, então seria interessante as renovações de votos no altar e a dama de honra a filha delas, Angélica, já com 18 anos.

3- Sucesso da Alice Pieszecki na internet

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Ela ganhou destaque na internet ao desenvolver uma versão do ”Quadro Pieszecki”, aonde qualquer usuário cria a sua constelação de relacionamentos, tornou-se a rede social LGBT OurChart (nosso quadro) e chamou atenção de seu amigo e desenvolvedor do site Max Sweeney pela oportunidade na venda de espaço publicitário.

4- A revanche no basquete!

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Um desafio aceito proposto pela Papi a Shane tornou-se uma partida de basquete história na região LGBT de Los Angeles, e com certeza milhões de torcedoras aguardam essa revanche.

5- Helena e Kit.

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O companheirismo dessas amigas tornou-se uma sociedade, elas são donas do The Planet e Hit Club que dominam as noites baphônicas de West Hollywood. E a gente precisa saber dos babados que rolam por lá.

 

E você? Por que deseja o retorno de TLW? Comente. 🙂

 

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Carta de Agradecimento – Paula Okamura

Olá, Betinas.
Pedi para escrever essa carta aberta a vocês por vários motivos. Já aviso, a carta é grande então, espero que tenham paciência ao me ler. E vocês nem imaginam como é extremamente difícil escrever de Paula para vocês. Sem filtros, sem personagens, sem nada. Apenas a Paula falando com vocês (já escrevi essa carta umas 16 vezes e não estou exagerando).

Para quem não me conhece, eu sou Paula Okamura, colunista do site Sou Betina, escrevo contos (que eu carinhosamente gosto de chamar de romances eróticos). Eu comecei escrevendo porque quando eu lia alguma história assim, bem no começo da minha adolescência, eu não me sentia representada e inclusa naquilo. E acreditem, para uma garota, que mora no interior, que sabe que é lésbica mas, que escutou durante toda vida, aos domingos de manhã que sentir o que sente é pecado, isso faz muita diferença.

Para mim, era sentir que eu não teria chances. Eu não poderia nunca ser eu mesma. Eu não me encaixo também nos padrões de beleza que a sociedade impõe. Eu não tinha como me entender, era quase como achar que só eu era assim! E uma das formas, a primeira forma de ver que eu não era única a gostar do mesmo sexo, foi lendo! Sempre ia até uma lan house mexer no Orkut, jogar colheita feliz e acabei descobrindo contos eróticos. Li a primeira vez totalmente curvada, vermelha de vergonha e rezando para não passarem atrás e nem os que estavam do meu lado terem a curiosidade de olhar para minha tela.

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3