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Maternidade: A saga de lésbicas que querem ter uma família.

 

“No imaginário popular existe uma fantasia, decorrente da época em que a homossexualidade era vista como uma doença, que pais ou mães homossexuais teriam uma intenção perversa ou obscura por trás do seu desejo de adotar uma criança. ”
Maria Regina Castanho França

“Assumir a homossexualidade em uma sociedade heteronormativa e, ao mesmo tempo optar pela maternidade, é necessário percorrer um árduo caminho”

 

Mães lésbicas são tão reais quanto todas as outras e fazem parte desse novo cenário das relações familiares. Amar outra mulher não torna uma mãe menos mãe, mas a gente sabe que há o preconceito e as pessoas podem ser muito cruéis. Toda essa crueldade pode amedrontar. É preciso estar preparada para educar seu/sua filho/filha a lidar com essa realidade. Ser mãe e lésbica é antes de tudo seguir o coração sem seguir normas impostas pela sociedade.

Você e sua esposa decidiram aumentar a família (sim, pois é quase certo já terem filhos caninos ou felinos).  Depois de várias horas de pesquisas decidiram o método de reprodução e partiram para a luta. Consultas, preparação psicológica e muita expectativa. Idas ao shopping agora tem parada certa, lojas de roupas de bebês. O mundo parece está em sintonia com você nesse momento e basicamente tudo te faz lembrar que estás prestes a ter um filho, mesmo que não haja nada concreto ainda, mas você sabe e quer que esse sonho logo se concretize. Por falar em sonho vive sonhando acordada em ouvir um “Mãe, mamãe”.  Não sabe muito a respeito, mas tem lido bastante. Tem uma leve ideia sobre esse novo universo que está prestes a entrar, mas tem certeza que vai se tratar de muito amor, entrega e dedicação profunda.

Não podemos desanimar, pouco a pouco as coisas estão mudando.  É preciso lutar para que tudo se torne mais fácil e descomplicado para que todas nós possamos ter acesso a maternidade.

Lesbian multiethnic family

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Yuri Love 3: outros sucessos e novidades animadoras

Olá, Betinas! Como vão vocês?

Dizem que um é bom, dois é ótimo, mas três é demais, porém acho que, quando se trata de conteúdos que nos representam, quanto mais, melhor. É com essa premissa que venho espalhar as boas novas: sucessos lançados recentemente – e outros que ainda virão – a respeito do amor entre mulheres em desenhos japoneses – os animes Yuri, como são denominados.

Não se esqueçam de ler os artigos Yuri Love 1 e 2 para entender melhor esse universo único da cultura nipônica.

E aqui vão as nossas atrações:

 

  • SENGOKU OTOME

Tudo começa quando Hideyoshi, uma colegial dos dias atuais – muito desastrada e pouco interessada nos estudos –, acidentalmente é conduzida para um marco histórico japonês, chamado de período “Sengoku”, época em que os clãs lutavam entre si para demarcar seu território. Nesse tempo – sem Wi-fi, nem fast-food –, Hideyoshi conhece Oda Nobunaga, uma líder forte e imponente que, por alguma razão, acredita precisar da estudante para encontrar uma armadura carmesim e dominar todo o arquipélago. O destaque aqui vai para Mitsuhide, uma guerreira inteligentíssima e tsundere (temperamental), que, secretamente, ama e admira Nobunaga, sua querida líder. Assistam até o fim, pois existem gratas surpresas neste anime, embora não haja conteúdo sexual. OBS: o único “macho” desse desenho é o cachorrinho tarado. Nesta versão do período Sengoku, só existem mulheres. Não que eu esteja reclamando, é claro…

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Visibilidade na TV aberta. É preciso.

Aquele desejo urgente de desligar a TV e boicotar a mídia que fecha os olhos para a minoria, violência contra LGBTs, mulheres e negrxs. Mas também aquela consciência de que ainda estamos numa sociedade onde a maioria da população assiste a TV para se informar, e muitos acreditam piamente no que está sendo dito nela.

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A TV no Brasil tem um longo histórico de manipulação dos fatos e de criação de verdades. De programinha em programinha, passando por novelas sucesso absoluto de ibope, notícias tendenciosas em jornais, personagens que reforçam este Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Por que desejo a continuação de The L Word? 5 motivos

Alerta de spoiler!

Empoderamento, romance, drama, comédia, crushs, família e elenco incrível define essa amada série escrita e produzida por Ilene Chaiken – hoje criadora da série Empire – que foi ao ar em janeiro de 2004 e teve o encerramento em março de 2009 nos canais Showtime (EUA), Showcase (Canadá) e Warner nos demais países da América.

Claro que uma continuação será baseada na realidade, pois um presidente republicano ameaça os direitos das pessoas LGBTs no país. É racista, misógino, odeia latinos e muçulmano, com certeza críticas provocariam reflexões sobre o que esperamos em outros assuntos.

Agora listamos alguns motivos para o retorno de The L Word se tornar um sonho:

1-  Quem matou Jennifer Shecter?

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A escritora se transformou ao longo da trama, não dá para acreditar que a ingênua Jenny recém chegada à realidade de L.A tornou-se a vilã de seus amigos. Mas as investigações um dia terminam e teremos o nome da autora ou autor do assassinato.

2- O casal mais shippado da série: Bette Porter e Tina Kennard.

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Elas se mudariam para NY, e seus amigos fizeram uma homenagem, mas a morte da Jenny na casa do casal pode ou não adiar esse plano. Ano passado a Suprema Corte Americana legalizou em todos os Estados a celebração do casamento civil igualitário, então seria interessante as renovações de votos no altar e a dama de honra a filha delas, Angélica, já com 18 anos.

3- Sucesso da Alice Pieszecki na internet

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Ela ganhou destaque na internet ao desenvolver uma versão do ”Quadro Pieszecki”, aonde qualquer usuário cria a sua constelação de relacionamentos, tornou-se a rede social LGBT OurChart (nosso quadro) e chamou atenção de seu amigo e desenvolvedor do site Max Sweeney pela oportunidade na venda de espaço publicitário.

4- A revanche no basquete!

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Um desafio aceito proposto pela Papi a Shane tornou-se uma partida de basquete história na região LGBT de Los Angeles, e com certeza milhões de torcedoras aguardam essa revanche.

5- Helena e Kit.

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O companheirismo dessas amigas tornou-se uma sociedade, elas são donas do The Planet e Hit Club que dominam as noites baphônicas de West Hollywood. E a gente precisa saber dos babados que rolam por lá.

 

E você? Por que deseja o retorno de TLW? Comente. 🙂

 

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3