Categoria: Colunas (all)

A vida é um sopro

É engraçado como estamos tão ocupados existindo que esquecemos de viver, que começamos e terminamos o dia executando as mais diversas tarefas, passando as horas sem prestar atenção em nada, sem dar valor aos pequenos gestos e acontecimentos. A facilidade com que deixamos para amanhã aquele concerto da porta do móvel velho, afinal não era prioridade. Deixamos para amanhã aquela cervejinha com o amigos, afinal, o capítulo da novela ia ser interessante. Eu tinha um trabalho da faculdade para fazer, tinha roupa pra lavar, e também, haverão outros finais de semana, outros dias outros jogos do Corinthians, ou da seleção brasileira, que poderemos nos reunir e tomar aquela cervejinha. E o hoje fica para amanhã.

Com essa reflexão em mente, venho contar a história do dia em que quase perdi o amor da minha vida. Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Amar é desapegar-se.

Quem não é um bom ímpar, jamais será um bom par.

 

Quem nunca sofreu por amor que atire a primeira pedra! Algumas betinas tem PHD nesse assunto, não é? Dependência emocional, ciúmes, possessividade, controle e desconfiança e todo drama que possamos imaginar! Esses são alguns dos ingredientes das mais variadas historias amorosas que vemos e sabemos por aí.

Você sabia que esses ingredientes são oriundos do apego?

Mas, o que seria apego? Simplificando a resposta, digamos que o apego é limitação e uma ideia falsa de amor. Às vezes temos a falsa impressão que é preciso haver esses ingredientes mesmo que em “pequenas doses”, dessa forma garantimos o amor. Ledo engano. O desapego nas nossas relações é a garantia de uma construção leve e saudável da vida a duas.

Uma outra definição que gosto é que enquanto o amor é entrega, o apego é a possessividade. O amor deixa livre e o apego diz: “eu te possuo”.coluna-rosane
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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Maternidade: A saga de lésbicas que querem ter uma família.

 

“No imaginário popular existe uma fantasia, decorrente da época em que a homossexualidade era vista como uma doença, que pais ou mães homossexuais teriam uma intenção perversa ou obscura por trás do seu desejo de adotar uma criança. ”
Maria Regina Castanho França

“Assumir a homossexualidade em uma sociedade heteronormativa e, ao mesmo tempo optar pela maternidade, é necessário percorrer um árduo caminho”

 

Mães lésbicas são tão reais quanto todas as outras e fazem parte desse novo cenário das relações familiares. Amar outra mulher não torna uma mãe menos mãe, mas a gente sabe que há o preconceito e as pessoas podem ser muito cruéis. Toda essa crueldade pode amedrontar. É preciso estar preparada para educar seu/sua filho/filha a lidar com essa realidade. Ser mãe e lésbica é antes de tudo seguir o coração sem seguir normas impostas pela sociedade.

Você e sua esposa decidiram aumentar a família (sim, pois é quase certo já terem filhos caninos ou felinos).  Depois de várias horas de pesquisas decidiram o método de reprodução e partiram para a luta. Consultas, preparação psicológica e muita expectativa. Idas ao shopping agora tem parada certa, lojas de roupas de bebês. O mundo parece está em sintonia com você nesse momento e basicamente tudo te faz lembrar que estás prestes a ter um filho, mesmo que não haja nada concreto ainda, mas você sabe e quer que esse sonho logo se concretize. Por falar em sonho vive sonhando acordada em ouvir um “Mãe, mamãe”.  Não sabe muito a respeito, mas tem lido bastante. Tem uma leve ideia sobre esse novo universo que está prestes a entrar, mas tem certeza que vai se tratar de muito amor, entrega e dedicação profunda.

Não podemos desanimar, pouco a pouco as coisas estão mudando.  É preciso lutar para que tudo se torne mais fácil e descomplicado para que todas nós possamos ter acesso a maternidade.

Lesbian multiethnic family

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Yuri Love 3: outros sucessos e novidades animadoras

Olá, Betinas! Como vão vocês?

Dizem que um é bom, dois é ótimo, mas três é demais, porém acho que, quando se trata de conteúdos que nos representam, quanto mais, melhor. É com essa premissa que venho espalhar as boas novas: sucessos lançados recentemente – e outros que ainda virão – a respeito do amor entre mulheres em desenhos japoneses – os animes Yuri, como são denominados.

Não se esqueçam de ler os artigos Yuri Love 1 e 2 para entender melhor esse universo único da cultura nipônica.

E aqui vão as nossas atrações:

 

  • SENGOKU OTOME

Tudo começa quando Hideyoshi, uma colegial dos dias atuais – muito desastrada e pouco interessada nos estudos –, acidentalmente é conduzida para um marco histórico japonês, chamado de período “Sengoku”, época em que os clãs lutavam entre si para demarcar seu território. Nesse tempo – sem Wi-fi, nem fast-food –, Hideyoshi conhece Oda Nobunaga, uma líder forte e imponente que, por alguma razão, acredita precisar da estudante para encontrar uma armadura carmesim e dominar todo o arquipélago. O destaque aqui vai para Mitsuhide, uma guerreira inteligentíssima e tsundere (temperamental), que, secretamente, ama e admira Nobunaga, sua querida líder. Assistam até o fim, pois existem gratas surpresas neste anime, embora não haja conteúdo sexual. OBS: o único “macho” desse desenho é o cachorrinho tarado. Nesta versão do período Sengoku, só existem mulheres. Não que eu esteja reclamando, é claro…

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3