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Yuri Love: uma lista de animes sobre o amor entre meninas

Não vou negar que animes (que são desenhos animados, e pronuncia-se “anime”, “animê” ou “animé”) e mangás (“revistas em quadrinhos”) – integrantes da arte e cultura japonesas – ganharam minha admiração e devoção há bem pouco tempo.

Na verdade, a minha mais recente paixão surgiu quando conheci um gênero chamado “Yuri” (que significa “lírio” em japonês e é, usualmente, atribuído a animes/mangás com romance lésbico), e, admito a vocês, essa descoberta mudou completamente o modo como encarava os cartuns de origem oriental.

Além de observar o jeito fantástico como as histórias eram contadas, a qualidade dos roteiros e o carisma das personagens, fiquei imensuravelmente satisfeita ao perceber que, para a nossa alegria, existe uma infinidade de animes/mangás que retratam, com larga competência e sensibilidade, o universo LGBT, especialmente, com relação à homoafetividade feminina.

Assim sendo, me dispus a listar aqui alguns dos desenhos que assisti, proporcionando a vocês a oportunidade de conhecer um material incrível que muito nos interessa, mas que, não raro, nos falta.

Esta é a primeira parte da lista, visto que ainda há muito material a ser apreciado.

Bem, aí vai:

LISTA DE ANIMES YURI – PARTE 1

 

1) Sasameki Koto

Sasameki Koto foi o primeiro anime Yuri ao qual assisti, e, como não poderia ser diferente, é um dos que mais gostei. Ele conta a história de Ushio Kazama, uma colegial assumidamente lésbica que só se apaixona por meninas “fofas”, mas, a priori, é incapaz de perceber (e retribuir) o amor que sua melhor amiga, Sumika Murasame, sente por ela, pois, aparentemente, Sumika não é “do seu tipo”. O clima deste anime é bem melancólico de início, com aquele aperto no peito e a torcida para que Sumika se declare e seja aceita por sua crush. Há também muitos outros personagens interessantes e carismáticos, inclusive outro casal de lésbicas, o qual é responsável pela quebra do drama, introduzindo humor ao romance.

anime 1

Sumika, a amiga secretamente apaixonada (à direita), e Kazama, sua crush (à esquerda). Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

#ContoRápido Me diz, Morena.

Morena, venho aqui dizer, na verdade venho por meio deste lhe pedir: O que você quer? O que quer de mim?​ Com esse sorriso você me tem a qualquer hora, sem motivo e justificativa largo tudo pra ir te ver. Se por acaso sua vida está em preto e branco me deixa comprar todas flores da cidade pra você, me deixa chegar de mansinho com um filme romântico, um chocolate e alguns beijos pra te dar. Me deixa te ensinar o que você ainda não sabe. Me ensina o que ainda não sei.

Vamos ter alguns gatos, acampar por uma semana, se perder em sonhos e viver esperando pelo final de tarde onde nossos beijos iram se encontrar. Quero escrever uma musica pra você, um poema, fazer dedicatória no inicio dos meus livros. Mas morena me diz, o que quer de mim?

Não tenho mais noites pra ficar acordada pensando no seu sorriso, já se passaram tardes inteiras em que você não saiu nem só um minuto da minha cabeça. Estou aqui para lhe falar com toda propriedade: sou sua. Sempre fui, antes mesmo de te encontrar, me sentia a procura de algum olhar, era esse seu que vê sem medo. Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

A Guerra Fria dos relacionamentos amorosos

Por definição, a Guerra Fria foi um período no qual os Estados Unidos e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial disputaram a primazia política e econômica mundial. Como isso aconteceu? De um lado do mundo predominava o Capitalismo, e do outro, o Socialismo. E por que este nome? A Guerra foi chamada de Fria porque não houve nenhuma luta direta e armada entre as superpotências; era mais algo de ideais. Era uma luta mental.

Quando trazemos a questão da “luta mental” para dentro das situações cotidianas, conseguimos ver claramente o tanto de lutas mentais que enfrentamos todos os dias. O psicológico está sempre passando por (re)configurações para se ajeitar consigo mesmo e com o outro. E, se pensarmos que o que move o ser humano são os sistemas e as relações que ele têm, concluímos que dentro de relacionamentos amorosos nós duelamos quase a todo o momento e, por sorte, às vezes uma das partes sai viva dessa.

banner.fw (Cópia em conflito de Celine 2015-09-24) Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

7 sinais de que vocês duas estão prontas para morar juntas o.O

Às vezes, a gente tá num relacionamento, tá tudo lindo, tranquilo, vida seguindo e quando a gente vê, páhhh, tá quase morando junta. Isso acontece, e em alguns casos isso acontece em 3 meses.  Mas também tem aqueles relacionamentos que a gente segura por anos se perguntando se já tá na hora de dar um passo desses na nossa história.

Para as indecisas e as que estão se perguntando sobre isso, e até pra você que nunca pensou sobre o caso, separamos aqui 7 sinais básicos para vocês refletirem sobre a questão e tirarem as conclusões 😀

 

1 – Gavetas na casa da outra

Se vocês tem gavetas, uma parte do armário, um cantinho especial do guarda roupa uma da outra, é sinal de quem dormem bastante juntas. Já acostumaram com os roncos, com os pequenos chutes na madruga, a busca desesperada por aquela parte quentinha da coberta que está em cima da sua namorada.

giphy (2)

 

2 – Vocês conversam sobre as brigas

Quando você briga com sua namorada, corre para casa e não se fala mais nisso. Mas se você Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3