Categoria: Divã da Betina

Eu me amo e posso ser amada [demais] #divãdabetina

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Queridas betinas, depois de um tanto de tempo sem escrever, me desposo sobre as palavras para falar de coisas bem delicadas. Recebemos um pedido de ajuda, uma moça dizendo que estava precisando gritar! Desde aí, corre a delicadeza.

No relato, nossa amiga nos conta, que namora à distancia e que está muito bom, tem carinho, elas trocam presentes e fotos, conversam por telefone, vídeos, e que irão se conhecer pessoalmente em dezembro. Neste ponto reside o conflito!

Ela receia que nesse encontro a namorada não goste dela. No caso de nossa amiga, há uma insegurança com o corpo, diz-se gordinha. A namorada já disse que a ama do jeito que ela é, mas ela talvez ainda não consiga perceber isso.

Temos então duas conversas: as relações virtuais; e a autoimagem que produzimos de nós mesmas.  Vamos começar com o mais simples: relacionamentos mantidos à distância e que se iniciaram virtualmente.

Realmente o desconhecido dá medo, todas já ouviram isso de alguma maneira, e não adianta muito nos atentarmos as causas disso. O que podemos fazer é olhar para frente e entender o que já foi construído. Em um relacionamento à distância podemos ter a impressão Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Namorando dentro do armário

 

Namorar é quando normalmente chegamos à uma idade mais madura, quando estamos mais “preparadas” para lidarmos com os acontecimentos e atitudes das parceiras e nossas também no dia a dia. Bem, há diversas formas de interpretar o que é um namoro, mas digamos que a minha descrição à grosso modo seja esta.
Além de lidarmos com o citado acima, e quando você namora alguém que está dentro do armário, como diz o ditado popular. Como é namorar alguém que não se sente preparada para se apresentar ao mundo como quem namora uma outra mulher?

Quando as Betinas optam viver desta forma, se apresentam para todos como amigas, tornando-se até mais cômodo para as duas, embora em muitas ocasiões constrangedor demais pois sempre deixam escapar pequenas mentirinhas brancas sem querer. Quando isso acontece não se sabe onde enfiar a cara. Já ocorreu com vocês? Pois bem, o corpo treme, dá um frio na barriga e vontade de sair correndo. Logo volta a cor aos lábios e você percebe que ninguém sacou nada. Desta vez. E até a próxima está tudo ok. Assim vamos passando os dias, minha amiga para cá, minha amiga para lá, os familiares percebendo que a amizade é muito grudada, que só fazem tudo juntas,etc e tal. Muitos casais passam mêses e até anos assim. Muitos anos.

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Podemos dizer que tudo oque somos e quem somos vem de acordo como fomos educados, ao que fomos expostos e qual nível de tolerancia de quem nos acerca. Não tem facilidade alguma em não se sentir confortável com quem namoramos ao ponto de precisar viver as escondidas, mas lembrem-se sempre de uma coisa: somos todos seres únicos, com nossas limitações e cada uma deve conhecer as suas. Tire um tempo para isso o mais breve possível se nunca parou para pensar. O que te faz tremer na base quando se trata da sua sexualidade e por que? Tem fundamento? Vale à pena? Não vale?

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Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

De dentro do armário

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Dando continuidade ao nosso papo de divã, vamos entrar no armário para bater um papo de lés para lés. Por que vamos entrar no armário, uma vez que preferimos as pessoas fora dele? Pois é de lá que vem nosso pedido de ajuda!

Comumente o armário nos serve como proteção emocional para nossas suspeitas a respeito do pensamento de outras pessoas sobre nós, em outras palavras, o armário muitas vezes nos cabe mais como armaduras do que como esconderijo. Armaduras, pois continuamos a viver, mantemos nossos relacionamentos, afetos e carinho no sigilo, tentamos blindar dos demais aquilo que se vive. Existem muitas pessoas que ficam presas à ideia de que assumir um relacionamento homoafetivo irá lhe causar muitos problemas. E realmente irá, mas esses problemas serão principalmente pessoais e ninguém, a não ser sua amada, terá nada a ver com isso, nem para o bem, nem para o mal. Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3

Nossos pais descobriram. E agora? Vamos fugir!!

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Caras Betinas, estamos sendo surpreendidas por diversas moças que estão nos enviando e-mails com dúvidas, pedido de conselhos e desabafos. A partir disso, sentimos necessidade de criar um espaço sobre temas que as Betinas podem vir a passar, a partir dos e-mails recebidos.

E vamos estrear com o e-mail de uma Betina que nos solicitou um conselho a respeito do que fazer diante da seguinte situação: ela tem uma namorada faz nove meses e a família de ambas descobriu o relacionamento e estão fazendo de tudo para separá-las, por não aceitarem e criticarem o romance – há ameaças do pai da namorada de leva-la para longe de nossa confidente. A solução encontrada pelas meninas vem sendo fugir, elas acreditam ser essa a única opção para esse impasse e perguntam nosso conselho. Continue lendo

Celine Ramos
Baiana, feminista, negra e publicitária. Fundadora do SouBetina. Vivo na ponte-aérea Salvador-São Paulo. <3