#ContoRápido Ao som da chuva

Às vezes em nossa vida encontramos pessoas que nos fascinam por seu jeito meigo de ser, pela inocência estampada nos olhos, pela timidez.

E foi assim que eu me vi envolta pela beleza dessa mulher. Não era a beleza dos cabelos negros, os olhos castanhos e cara de quem está com sono que me fizeram querê-la, mas sim todo esse ar de inocência e mistérios. Natália era seu nome.

Havia muito a desvendar, e eu não estava disposta a esperar. Convidei aquela bela moça para uma bebida e alguns momentos de conversa, e ela aceitou. Saímos, foi uma noite prazerosa, cheia de histórias, conversa boa e papo que fluía, as horas foram passando e apesar da empolgação da conversa era necessário voltar para casa.

-Natália, o papo está ótimo, mas temos que ir, trabalho amanhã cedo.

-Claro, Júlia, vamos sim.

-Entramos no carro e paramos em frente à sua casa.

-Júlia, ganho um beijo de despedida?

-Claro que sim.

Sorri em resposta, puxei ela para os meus braços e a beijei, e como não poderia ser diferente, nossas bocas nos uniram e um imenso fogo cresceu entre nós. As mãos hábeis tateavam os corpos mutuamente, conhecendo cada centímetro, desvendando um caminho nunca trilhado antes.

O tesão era evidente entre nós duas, e a necessidade de toque, pele na pele, só aumentava. Assim, fui abrindo os botões de sua camisa azul, desvelando seus seios, as minhas mãos correram até os botões sua calça, e fui impedida bruscamente.

-Natália, me desculpe.

-Não se desculpe, a culpa é minha.

-Achei que você estava afim, me enganei.

-Eu quero, mas o problema é outro.

-Não precisa se explicar, está tudo bem, eu te entendo. É a primeira vez que saímos, as coisas andaram muito rápido.

-Júlia, tenho que te contar uma coisa. Eu nunca havia beijado uma mulher antes, e também, eu nunca fiz sexo com ninguém.

-Sério?! Nossa, é meio difícil encontrar alguém que não tenha experiência nenhuma.

-É que eu nunca tive vontade de ir além com os homens que me relacionei, e eu nunca havia sentido tanto prazer e tanta vontade como hoje.

-Tudo bem Natália, eu te respeito, te entendo, e eu jamais forçaria uma situação.

-Acho melhor eu entrar…

-Tudo bem, nós podemos nos ver de novo?!

-Claro que sim. Eu te ligo, pode ser?

-Estarei aguardando.

Nos despedimos e fui para casa. No outro dia de manhã acordei com um bom dia de Natália no whatsapp. Fiquei mais tranquila, pelo menos ela ainda me queria por perto. Respondi, e conversamos o dia todo, trocando mensagens.

Ao fim do dia veio o convite.

-Júlia, podemos sair sexta-feira?

-Achei que não ia convidar mais

-Fiquei com saudades, preciso te ver.

Marcamos para sexta-feira um jantarzinho e um Chopp. Saímos de lá e passeamos em um parque que estava na cidade, brincamos na barraca de tiro, andamos na roda gigante e comemos churros.

O tempo foi mudando, e alguns pingos de chuva começaram a cair, o que nos fez fugir para o carro e um leve chuvisqueiro nos pegou no caminho.

-Julia, obrigada por aceitar meu convite, adorei a noite.

-Pena que a chuva estragou nosso passeio né? Estava tão bom.

-Sim, estava ótimo, nem ganhei aquele urso que você queria.

-Não tem problema, numa próxima você acerta o alvo.

-Vamos embora? Estou um pouco molhada por conta da chuva.

-Você quem manda.

Dirigi até a sua casa, parei mais uma vez no portão, a chuva continuava forte, e impedia que Natália descesse do carro.

-Julia, eu até te convidaria para entrar, mas a minha mãe está em casa e não entenderia.

-Tudo bem, eu te entendo. Ainda é um mundo novo para você, e tem muitas descobertas pela frente.

-A chuva está forte né? Não da pra eu descer agora.

-Eu não estou com pressa. Sorri maliciosamente.

-Você está molhada, melhor tirar sua blusa, pode ficar doente.

-Uma boa ideia. E você também, senhorita, pode pegar um resfriado se ficar com essas roupas molhadas.

-Então vou ser obrigada a tirar, pelo menos a blusa.

Tiramos a blusa e ficamos de sutiã, pulei para o banco de trás e chamei ela pra junto de mim.

-Vem pra cá, eu esquento você.

Natalia veio para o banco de trás, subiu no meu colo, passando as pernas em volta da minha cintura, e me beijou. Suas mãos começaram a percorrer um caminho que já conhecia brevemente, me rendi aos carinhos e deixei ela me dominar. Seus olhos brilhavam, tomados pelo prazer, queimavam enquanto ela me encarava, rebolando no meu colo.

-Natalia, não faz isso comigo, você sabe que não vai continuar, então não me torture.

-Quem disse que vou parar? Quero tudo com você, e quero agora.

Ela me beijou, silenciando qualquer comentário que eu pudesse vir a fazer, e diante da afirmativa dela, parei de me segurar e a tomei em meus braços. Minhas mãos percorriam seu corpo, levantei a saia que ela usava até a cintura, tirei seu sutiã e suguei seus seios com vontade, ouvindo os gemidos soarem em meus ouvidos, o que aumentava meu tesão. Natalia fez o mesmo comigo, sua boca percorria meu corpo, passou pelo pescoço e desceu até os seios, beijando e chupando devagar num ritmo cadenciado, e sussurrou no meu ouvido: “faz amor comigo”, enquanto rebolava em meu colo.

Não havia como negar o pedido dela. Deitei-a no banco, tirei sua roupa deixando-a nua, distribui beijos por seu corpo, aproveitando cada centímetro do seu colo, pescoço, barriga. Cheguei até seu sexo, estava encharcado.  Passei a língua de leve e ouvi um gemido. Sua respiração era intensa, sentia suas mãos suadas e se coração acelerado. Continuei com os carinhos, o som do gemido daquela mulher era como música nos meus ouvidos.

Voltei a distribuir beijos em sua barriga, mas suas mãos empurraram a minha cabeça de volta para o meio de suas pernas, e com o seu melhor sorriso safado ouvi de sua boca: “quero que você fique aí”. Não havia como negar esse pedido.

Fiz o que me pediu, me posicionei entre suas pernas e comecei a chupá-la em um ritmo calmo e cadenciado. Suas mãos estavam em meus cabelos comandando os movimentos e me impedindo de sair de lá. O ritmo estava aumentando, sinalizando que logo ela iria explodir em prazer. Era justo que o seu primeiro orgasmo fosse espetacular. Comecei a penetra-la devagar, encontrei seu ponto G, pressionei com a ponta do dedo, fazendo um leve movimento circular, e em segundos senti seu corpo contrair e um grito de prazer escapar por entre seus lábios. Suas unhas cravaram em minhas costas, os espasmos de seu corpo eram involuntários. Abracei-a, aninhando sua cabeça em meu peito, e ficamos em silêncio por um momento.

-Júlia, foi maravilhoso.

-Foi, sim, delicioso. Adorei estar aqui com você. Mas confesso que poderíamos ter ido pra um motel.

-Não seria tão bom quanto foi, estava tudo perfeito e eu nunca me esquecerei.

Sorri satisfeita, a abracei de novo, e ali ficamos por mais algumas horas, trocando carinhos e beijos, o temporal diminuiu e ela foi pra casa.

Sempre nos encontramos pra relembrar os nossos primeiros encontros, e a cada dia, fazemos uma nova descoberta.

assinatura.Gi Medeiros.fw

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