#ContoRápido – Não se apaixone

Era sexta-feira à noite, eu tinha acabado de chegar ao The Black Avatar Club. Um Club de BDSM que era sócia, e ia quando queria me divertir um pouco, já que tive uma semana muito tensa no trabalho e como não tinha uma companheira para me tirar a tensão da semana o Club era o melhor lugar. Estava mágica aquela noite, cheio de pessoas bonitas, provavelmente não sairia sozinha de lá. Caminhei até o bar para pedir um cosmopolitan, sentei no banco e virei para frente afim de dar uma checada no ambiente. Acabei me perdendo em meio a uma visão maravilhosa.

Ela era linda. Morena, cabelo curto, franja nos olhos, aparentava ter 1,80 de altura, braços  tatuados, quadris largos e tudo isso acompanhado de um belo sorriso. Acredito que ela não tenha percebido que eu a olhava, mas como não olhar? Linda daquele jeito, com olhos de puro desejo e aquele sorriso safado. Realmente era uma perdição de garota, pena que não pude olhar mais, pois, me perdi em pensamentos e não sei onde aquela garota foi parar.

– Oi? – Oh meu deus, ela esta na minha frente e falando oi para mim. Que voz maravilhosa, não é possível, estou sonhando.
– Ei, você não vai me responder?
– Oi. Sim. Desculpa, estava pensando…
– É  percebi. Mas o que uma garota tão bonita esta pensando que até agora não me respondeu?

– Não  queira saber… – Como explicar a ela que estava a admirando  e do nada ela desapareceu e está aqui do meu lado.

– Bom acho que você  não é  de falar. Mas, prazer meu nome é Vaiola e o seu?
– Megan, o prazer é  meu…
– O que traz uma garota tão bonita ao um Club de BDSM?
– Por enquanto estou só me divertindo. E você?
– Eu?  – Ela me olhou com aqueles olhos vorazes, cheios de desejo e malícia que com certeza terei que trocar a calcinha. Aquela garota não tem ideia do quanto ela me intimidou.
– Sim, você. – Respondi, quase sem fôlego. Nesse momento ela agarra a minha mão, dá um beijo e me diz:
– Isso você terá que descobrir. Quem sabe, não nos vemos em alguma sala? Tenho certeza que realmente será  um prazer.
E assim, ela larga a minha mão, me solta uma piscadela e se perde em meio a multidão.

Uau, como uma pessoa pode mexer tanto com a gente em alguns minutos de conversa pois, foi isso que Vaiola fez. Que mistério essa garota carrega. Pensei intrigada. Terminei a minha bebida, olhei no celular algumas mensagens, desligue-o e fiquei apreciando a vista do Club.

Depois de um belo tempo, vendo algumas cenas no The Black, senti algo me incomodar. “Vá atrás da sua garota, você quer ela. Vamos, não seja mole, eu sei que você quer”. Algo dentro de mim falava comigo. Realmente aquela garota mexeu comigo e, sim, precisava encontrar ela aquela noite ainda. Ela despertou em mim um desejo incontrolável e eu precisava vê-la mais uma vez.
Saí em busca da minha garota pelo Club e em meio a tantas pessoas, vi cenas que me instigavam. Moças presas em cadeiras, amarradas na cama, vendadas, algemadas, amordaçadas. Homens sendo castigados, outros sendo dominados. Era um local que abordava todos os tipos de opções, não somente hétero como a maioria dos Clubs. Nesse era diferente, a grande maioria era LGBT. O Club é intimidante para quem é novo, ele tinha tudo e você poderia assistir ao que quiser, possuía salas privadas para quem não gostasse de ser assistido. Salas de casais, grupos e individuais para quem fosse sozinho. Lá você poderia encontrar de tudo, pessoas com personalidades fortes e estilos de vida diferentes.

Quando tinha certeza de que não a encontraria, eis que a vejo. No fundo da sala de jogos ao ar livre, apoiada sobre uma perna na parede e fumando seu cigarro, viajando em seus pensamentos. Ela aparentava estar longe e nem um pouco comovida com tudo que estava acontecendo em volta dela, principalmente pelo fato de à sua frente ter um casal, onde o cara chicoteava a sua garota de quatro no banco.

Só de presenciar aquilo, já estava excitada. Sem explicação para o que eu estava sentindo naquele momento, imediatamente me aproximei dela e disse:

– Pois então é aqui que você se esconde? Acho que alguém aqui é uma voyeur. –  Disse a provocando.

Ela me olhou de cima a baixo com os olhos semicerrados, soltou a fumaça e veio a meu encontro. Rodeou-me apreciando a visão, parou na minha frente, aproximou os lábios da minha orelha e disse:

– Não tenha duvidas sobre isso. Mas se fosse eu e você ali com certeza o clima estaria melhor. E você estaria implorando para eu te foder logo. – OMG! Não é possível que ela fez isso, já estou molhada. Disse para mim mesma. Nesse momento não sabia para onde olhar, provavelmente estava vermelha pelas palavras dela e quente de desejo. Poderia me entregar para aquela mulher ali mesmo, afinal era para isso que eu estava lá. Adivinhando os meus pensamentos, ela largou o cigarro e me puxou para junto de si. – Então quer dizer que a Bella veio buscar o prazer que eu a prometi? – Sem força para responder, assenti com a cabeça.

-Tem certeza, Bella? Eu sou uma encrenca e não se apaixone. Disse ela muito próxima da minha boca, tocando em meus cabelos e alisando os meus lábios. – Não quero foder com a sua vida, então não se apaixone.

Terminando sua fala, ela me agarra e tasca o melhor beijo que eu já senti na minha vida. Me entreguei completamente, ela possuía a minha boca com poder e propriedade. Nossos corpos se conectando perfeitamente em busca de aliviar aquela tensão, uma alisando o corpo da outra. Não tinha duvidas, se ficássemos muito tempo naquele beijo iriamos gozar ali mesmo. Era visível o desejo entre nós.

Com muita dificuldade, ela me soltou e me puxou para uma sala reservada. Fiquei intimidada na hora pois, a sala servia para dominação e o que ela iria fazer comigo ali?

– Eu sei que você me quer e sei que quero você. Só me resta saber se você vai se permitir sentir tudo que tenho para te oferecer. Você topa?

– Sim, eu quero sentir.

– Tudo bem, Bella. Só prometa não se apaixonar no final. Tudo isso é um jogo e eu não sou um príncipe encantado, igual ao que você provavelmente procura.

– Foda–me da melhor maneira possível e garanto que não vou me apaixonar. – Falei enquanto a agarrava pela cintura e possuía sua boca como se fosse a ultima vez.

– Calma, Bella. –  Disse ela me segurando. – Temos toda noite para se divertir, se você continuar assim, terei que te foder agora mesmo. E acredito que você quer brincar primeiro, correto?

– Sim, temos uma noite inteira. Então, não me deixe esperando por mais tempo. –  Falei dando um selinho nos seus lábios.

Ela sorriu.

– Você  esta com roupas demais. Vamos se livrar disso.

Abri os braços, para liberar o acesso ao meu corpo. Vaiola me despiu, me permitindo ficar somente de lingerie e parou para apreciar a visão. Acredito que não estava nada mal. Sou gordinha do cabelo Black Power, olhos cor de mel, trabalhada na make, lábios carnudos no batom vermelho e com certeza minha lingerie era de tirar o fôlego. Estava com um conjunto  de sutiã preto de couro, o que dava ênfase as minhas curvas e combinavam muito bem com o meu Laboutin preto.

– Uau… Tenho certeza, que se você se visse, ficaria sem fôlego assim como estou… Que perfeição  de mulher, e tudo isso é  meu essa noite.

Afirmava ela, com aquela voz rouca, que me fazia delirar. Eu a desejava desde quando nos vimos, eu queria aquela mulher agora! Ouvindo o barulho, Vaiola estava se despindo também e eu com certeza daria tudo para ver aquela mulher sem roupa, colocou uma música o que acredito ser a nova do The Weeknd – The Hills. Caminhou até mim:

– Primeiro eu irei estimular ate você não aguentar mais, depois vou dar o que você quer. Mas tenho algumas condições, Bella.
– Quais? –  Falei já sem fôlego para responder.
– Você  irá  gozar quando eu mandar. Se você gemer, vou te castigar e pode ter certeza que não terei dó. E se abrir os olhos, eu paro. Você acha que pode aguentar  isso?

Eu estava estarrecida, sem saber o que responder. Só  queria sentir ela e toparia qualquer coisa para ficar com aquela mulher.

– Me responda, Bella. Você aguentaria essas condições? Lembre-se que ainda não sei os seus limites.
–  Sim, eu te quero e agora.
– Pois, então feche os olhos e só abra quando eu pedir.

Neste instante Vaiola me agarrou, possuiu a minha boca e rasgou a minha calcinha. Ela era incrível e tinha certeza de que poderia gozar somente com um beijo dessa mulher. Ela foi descendo e me tirando o sutiã, libertando os meus mamilos e os abocanhou com força, beliscava um com as mãos e chupava o outro. Eu não conseguia respirar, estava sentindo as melhores sensações da minha vida. Com os olhos fechados, Vaiola possuía  o meu corpo, ela era ágil com a língua, sentia seu toque em todo lugar.

Estimulando-me cada vez mais, a cada toque novo eu levava um tapa na bunda. Viver aquele momento sem poder toca-lá foi a coisa mais difícil e prazerosa que me aconteceu. Nunca fui tão submissa assim, adoro tocar e retribuir, mas com ela foi diferente,  eu cedi a todos os meus instintos  e apreciei a oportunidade que a vida me presenteava. Mesmo sem conhecer os meus limites, ela sabia o que estava fazendo e como me tocar.

Quando eu menos esperava, seus dedos foram de encontro ao meu clitóris. Ainda sugando um seio meu e me penetrando com um dedo. Vaiola me ordenava, firmemente:

– Abra as pernas agora. – Eu a obedeci na hora, ela geme ao me introduzir e diz com a voz rouca. – Nossa bela como você esta molhada, sinta seu gosto.

– Humm… – Eu fiz no momento em que ela enfiou os dedos na minha boca. Imaginei a reação em seu rosto ao me ver chupando seus dedos, com certeza, a melhor possível. Por mais, que ela tentasse esconder o que estava sentindo eu pude perceber em seu gemido. Ela estava amando tudo aquilo. Empolgada com toda a situação comecei a chupar fortemente seus dedos.

– Pare com isso, se não vou te foder agora e sem piedade.
– Por favor, eu quero te sentir… –  Disse implorando.
-Calma, Bella. Te prometo a melhor noite da sua vida. – Diz ela ao me puxar pra si e continuar  a tortura com os dedos novamente.
Próximo de gozar, Vaiola pára, me beija na testa e sai da sala me deixando ofegante e sozinha com aquela agonia de quem quer se libertar de um orgasmo avassalador.

Com os olhos fechados, nua e sozinha na sala do prazer, impaciente, já tinha pensado que ela desistiu. A porta se abre e Vaiola retorna, colocando os meus braços para trás e me algemando.

– Sente-se aqui, Bella, e abra bem as pernas. – Sentei e rapidamente tomei um susto, algo gelado me penetrou, percebendo o impacto do objeto em mim, ela me explica. – Você  esta sentada em uma cadeira erótica e o que acaba de sentir é um vibrador de língua. Eu vou ligar ele enquanto torturo esses seios lindos  e novamente você só  ira gozar quando eu mandar. –  Assenti com a cabeça, desesperada pelo toque dela.

Sentada na cadeira, somente de salto alto, postura reta, algemada e de olhos fechados, Vaiola começou  sua tortura. Ela me beijou vorazmente, perdida em meio ao seu beijo senti algo fino e macio tocar minhas costas sem pressa, e tomando conta do meu corpo, a cada passagem eu estremecia em seus lábios.

Vaiola estava calma, me acariciava e quando estava prestes a gozar ela parava a sua tortura. Parou no canto do meu ouvido e dizia:

– Você quer que eu te foda, né? Quer que eu chupe essa buceta linda e molhada  mesmo depois de você  gozar? Aposto que nesse momento você deseja muito abrir os olhos e me agarrar, mas você não deve. Continue assim, linda, segurando todos os seus instintos que será muito bem recompensada. Quer que eu continue Bella? Quer que eu faça você gozar com essa pena? Responda.

– Sim, continue. – Recuperando-me de todas aquelas palavras ditas por ela.

A musica tocou o instigante som de No Pressure – Justin Bieber ecoou no recinto e sem protesto Vaiola sentou em mim e me desamarrou. O que mais me excitou naquele momento foi sentir ela nua e molhada e saber que se me fosse permitido poderia toca-la.

– Eu quero que você me toque até a hora que eu mandar parar, ok?
-Sim.
– Sinta o momento, não abra os olhos. Se entregue ao que estou te oferecendo. – Disse ela no meu ouvido, enquanto rebolava em cima de mim ao som da musica.

Vaiola se remexia cada vez mais, eu tocava em seus seios, beliscava um mamilo, ela rebolava. Sentou somente em uma das minhas pernas, começou  a se esfregar e puxou a minha cabeça para alcançar a boca. Ela chupava a minha língua, beliscava os meus seios e puxava o meu cabelo. Desejava urgentemente abrir os olhos e ver o desejo resplendido em seus olhos.

– Eu estou louca para te chupar, mas agora eu preciso que você me chupe. – Ela se afasta, levanta e manda. – Coloque a boca para cima Bella e me chupe, quero gozar nesses lábios lindos.

Vaiola estava em pé na cadeira e agachou ate a minha boca, ela estava molhada. Eu a chupei todinha, pressionei seu clitóris apreciando cada segundo. Ela estava próxima e eu queria que ela gozasse na minha boca, então dei leves mordidinhas em seu clitóris e suguei forte.

– Eu vou gozar, Bella. – Vaiola veio com tudo em minha boca, estremeceu e gritou meu nome. -Ohh Bella… – O gosto era perfeito assim como a dona. Eu chupei tudo, minha boca estava tomada pelo seu gosto. Continuei chupando-a forte mesmo depois de ter gozado na minha boca.

– Pare! E foi o que eu fiz. Parei. Ela desceu me beijou calorosamente e disse – Agora é a sua vez, Bella. E pelo o que você me fez, vou permitir que abra os olhos.

Naquele momento tudo mudou, eu abri os olhos e pude ver cada parte do corpo daquela mulher. Estávamos em um momento muito intenso, e as duas loucas de desejo uma da outra. Queríamos nos satisfazer, após essa noite sabia que eu nunca mais seria a mesma e que aquela mulher marcaria a minha vida em todos os sentidos.

Perdida em pensamentos, notei que Vaiola se aproximou de mim. Ela começou a me beijar e me tocar, era incrível o poder que ela exercia. Ela me puxou pelo cabelo e disse:

– Eu quero que você goze olhando para mim, nunca tire seus olhos dos meus.

Nesse momento, ela novamente senta em mim e retorna a sua tortura com a pena, até que a língua começou a se mexer dentro de mim com uma velocidade fraca. A velocidade aumentou e percebi que estava prestes a gozar. Era impossível se controlar quando te torturam com uma pena e uma cadeira erótica de língua.

Comecei a entrar em transe e Vaiola parou.

– Não, por favor, não pare. Continue…
– Irei continuar, mas primeiro se acalme temos muito que fazer ainda. – Responde ela se levantando e caminhando nua na sala de jogos.

Eu estava louca de desejo, precisava gozar, necessitava disso o mais rápido possível. Precisava da Vaiola dentro de mim. Os minutos passavam e Vaiola, caminhava na sala sem preocupação. Ela era linda, quadris largos, uma bunda perfeita, ombros tatuados e aquele conjunto de cabelos caído nos olhos são de arrepiar. Era impossível não desejá-la, ela despertava todos os meus monstros internos.

Caminhando até mim, Vaiola me abraçou e começou a me beijar, senti algo gelado em seus lábios. Beijamo-nos em meio ao gelo em sua boca. A língua retomou o seu trabalho no meu sexo em alta velocidade e aquela mulher me devorava. Não desgrudou da minha boca, me beliscava os mamilos, puxava a minha cabeça para mais próximo de ti. Eu a tocava em todos os lugares e queria que ela gozasse junto comigo, desci a mão pelo seu corpo e encontrei seu clitóris comecei a massageá-lo com força. Ela gemeu em minha boca. Ainda sabia que não poderia gemer, mas estava difícil controlar, quando se está sendo torturada. Estávamos próximas  de gozar. Vaiola parou com seu beijo e me disse:
– Goza e geme para mim, estamos próximas e quero gozar com você e ouvir você gemer alto em meu ouvido. – Não demorou muito, eu pressionei com força seu clitóris, ela aumentou a pressão da língua, do beijo, suas unhas começaram a arranhar minhas costas. Foi o ápice para tudo que estávamos sentindo. Nós gozamos uma olhando no olho da outra.

– Bella…
– Vaiola, ohhh…

Estremecemos ao sentir aquele orgasmo, perdidas em meio aquela sensação, uma agarrando a outra. Foi uma entrega conjunta de puro desejo. Aquela mulher conseguiu em uma noite destruir barreiras que jamais pensei que alguém fosse quebrar. Eu a queria para sempre, mas já não sei se isso seria possível.

assinatura taci.fw

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