#ContoRápido – Paralisada – Parte II

“Parecia que era o sexo que unia aquelas meninas. Existia uma atração, dessas que nenhuma força da física seria capaz de explicar.

7 meses depois daquele beijo, algumas coisas aumentaram: O amor, as brigas e o sexo bem feito. Essas duas últimas tinham uma ligação quase harmoniosa, sabiam como resolver um problema. E como sabiam. Existia uma saudade pesando nelas pela separação das férias e um temor pelos últimos episódios desconfortáveis das discussões que havia dado lugar a longas e apaixonadas conversas de vídeos.

Aquela noite, que parecia só mais uma das outras especiais, foi dando lugar a algo que mexeria ainda mais com aquele laço. “Ontem não resisti, acabei brincando sozinha com as mãos”. Respirou fundo para que não dissesse nada que pudesse virar briga e apenas completou com aquele sorriso amarelo “poderia ter esperado, faltavam apenas dois dias”. A conversa foi vencida pelo tesão que ao vê-la se ajeitando para caber na câmera e por toda aquela provocação. Ela sabia bem como ganhá-la. “Tire a roupa”. Já estava só de sutiã e cabelo solto. Por algum motivo, isso já havia excitado e era bom.

“Vamos?”. Ela foi ao banheiro e voltou sem nenhuma peça de roupa. Do outro lado da tela, segurando o celular, só pensava “que mulher é essa?!”, e então cada uma das meninas se ajeitava de forma que pudessem se ver enquanto as mãos faziam exatamente aquilo que o corpo pedia. Ela de quatro, sua mão acariciando teu sexo e a vontade exalava e transparecia nos olhares, no tremor, na respiração, no gemido.

Era novo para as duas, de uma forma assustadoramente excitante. Se ajeitou de volta e perguntou “quantas vezes?”, “quatro pelo menos”, numa sensação que ia muito além do número de vezes que gozaram. Existia ali um sentimento nobre, maior que qualquer conexão de satélite, rádio, pudesse explicar. São 3 da manhã, do último dia de férias, olha para o relógio sem se preocupar, mesmo sabendo que precisava dormir. Só queria que a hora voasse para que se reencontrassem.

Se dá conta que já é dia 9 e comenta. Passara da meia noite e ela completa, “sim, dia 8 para o dia 9, é nosso aniversário de beijo…”. Sorrisos largos, uma para outra, olhando para a tela, pela chamada de vídeo e ela ouve “não acredito que a gente fez isso”. Era ali um espaço único, só delas. Existia um tesão enorme, mas uma cumplicidade, que ia muito além daqueles corpos trêmulos do gozo. Os sorrisos não cessavam e tentavam despedidas, mas nada faria sentido naquele momento. O sentido de tudo é que apenas continuassem se vendo.

As declarações de amor eram cada vez mais fortes e ia de uma para a outra o questionamento do que uma havia feito com a outra no dia do primeiro beijo. Só sorrisos eram respostas. Aquele parecia o caminho certo, se pudesse descrever o mais sincero desejo é que aquela menina ficasse para sempre na vida dela.”

 

Não leu a parte I? Veja aqui:

#ContoRápido – Paralisada

Esse texto foi enviado por uma leitora <3 

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