A FLOR – PARTE XV (PENULTIMA PARTE)

POV ISA

Os últimos dias foram conturbados, mas por um motivo excelente. Avisei aos meus pais que estou no Brasil, eles vieram do Sul correndo me encontrar. Foi uma boa ideia, afinal, eles precisavam conhecer a família de Rosa.

As famílias se entenderam até bem demais ao ponto de nos constranger uma noite que decidimos tomar vinhos. Meu pai contou tanta coisa minha da infância que se eu pudesse, teria feito um buraco e me enterrado tamanha vergonha.

Por mais que as nossas famílias soubessem que eu amo Rosa e que saí correndo da Irlanda só para dançar com ela, eles ficaram surpresos quando nós duas comunicamos que estávamos noivas.

No dia seguinte minha mãe me raptou até uma joalheria, me deu um sermão de como noivado é importante, e me fez escolher os mais belos pares de aliança para eu e Rosa usarmos até nos casar. Quando voltei, entreguei a Rosa nossa aliança de compromisso, e como uma boa manteiga derretida, ela chorou.

Sua família ficou feliz, mas um pouco triste ao saber que ela iria morar comigo em outro pais. Fiz questão de dar minha palavra que pelo menos duas vezes ao ano nós iriamos até Canoa quebrada visita-los, sempre fazendo a nossa data bater com a Luna, afinal, ela vai morar aqui para estudar.

Meus pais ficaram por quatro dias. A família dela foi embora no dia seguinte. Ficamos a sós. A casa parecia até vazia.

Saímos, nos divertimos, discutimos também desde motivos banais e motivos nem tão banais assim. Os dias passaram tão rápidos, amanhã já preciso voltar para Irlanda. Meu coração parte em pensar em deixa-la aqui. Os planos são: Ela vai começar com as aulas de Inglês, vai pedir permissão para morar na Irlanda e planejar nosso casamento.

Por mais que gostamos de Canoa quebrada, resolvemos nos casar na fazenda dos meus pais. Não vou opinar em nada, apenas na minha roupa, vou deixar Rosa me surpreender.

Os minutos passam com tanta rapidez, já anoiteceu, decidi fazer uma massa. Começar do zero, preparar a massa fresca, o molho. Um jantar romântico, a luz de velas regado a vinho. Como quis fazer uma surpresa, aproveitei que ela foi ao Studio de cabelereiro e montei tudo.

– Amor, cheguei… Meu Deus o que é isso? – Rosa ficou surpresa ao ver as pétalas de rosas no chão, as luzes apagadas e velas acessas por toda a parte. – Ela estava com uma cara de boba, olhando cada mínimo detalhe.

– Pra você, para nós… Gostou? – Fui me aproximando.

– Claro que gostei. Parece coisa de filme. – Ela me abraçou apertado.

– E você não acha que a nossa historia não seria um belo filme?

– Seria.

– É nosso ultimo jantar juntas aqui. Quis fazer algo especial.

– Nem me lembre que amanhã você vai embora, que vou te ver só daqui alguns meses.

– Tente não pensar nisso agora, tenta pensar que quando eu voltar, vai ser para casar com você e te levar comigo.

– E vamos ser felizes para sempre. – Rosa abriu um belo sorriso.

– Sim, vamos ser felizes para sempre. Agora vamos comer se não a massa vai esfriar.

– Vamos.

Jantamos, ficamos jogando conversa fora, tomando um pouco de vinho.

– Acho que já estou um pouco alegrinha. – Admiti.

– É a nossa oitava taça de vinho, somos fortes para bebida. Se fossem outras pessoas estariam dormindo ou extremamente louca.

– Eu estou um pouco louca.

– Sério?

– Sério, só consigo imaginar em nós duas na cozinha, fazendo bagunça.

– E porque não vamos? – Ela me perguntou e eu fiquei em silêncio. – Vem logo. – Ela saiu me puxando até a cozinha. – Vamos fazer bagunça.

– Vamos!

– É realmente você está alegre demais, amor.

– Tô. – Peguei a garrafa de vinho, coloquei o liquido e depois joguei na minha blusa.

– Amor! Sua blusa é branca!

– Era… Vamos, amor! Aquele produto de limpeza não diz que se sujar faz bem? Vamos nos sujar, então! – Peguei um pouco do molho que sobrou e joguei em seu braço.

– Ah, é assim? Então tá bom. – Ela abriu a geladeira e pegou a cobertura de sorvete e jogou no meu pescoço.

– Ai meu Deus isso gruda, amor! Tô melando, eca! – Peguei com  rapidez o tudo da mão dela e joguei em sua blusa. – Agora você vai ver! – Prensei-a na bancada, exprimi cobertura nos ombros dela e desci esparramando pelo braço. – Prontinho.

– Você me paga, Isabelle!

– Pago nada, você que me paga! Vou encher seu corpo de cobertura.

– Vai?

– Não tenha duvidas disso. – Abri o zíper da sua calça, puxando pra baixo. – Vou te comer aqui nessa bancada, encher seu corpo de cobertura.

– Depois vamos ter que tomar um senhor banho.

– E vou te comer no banho também.

– Tá assanhada, hein?

– Você não viu nada… tira essa blusa e esse sutiã logo, amor, tira vai. – Ela me obedeceu prontamente. Joguei cobertura nos seios dela e fui lambendo com força. – Quero te deixar marcas.

– Me chupa. – Arranquei sua calcinha e joguei cobertura em seu clitóris, sem demora me agachei. – Tá gostoso, amor?

– Você é gostosa pra caralho… Goza na minha boca, rebola gostoso na minha língua. Rebola amor.

– Aaaiiiiiii amor! – Ela puxou meu cabelo, me fazendo parar de movimentar minha língua, e me deixando imóvel. Ela tomou um ritmo forte nos quadris se mexendo. – Ah, meu Deus! – Eu fiquei observando atentamente. – Isso, isso olha pra mim, não fecha os olhos, quero você me observando.

Ela gozou lindamente na minha boca, ofegante de cabelo bagunçado, toda suja de vinho e cobertura. Peguei-a no colo.

– Vamos para o banho.

No banho não foi diferente. Na verdade no banho, na pia do banheiro… Na cama.

Acordei com o despertador do celular indicando que faltavam duas horas para eu embarcar. Rosa acordou triste, segurei ela em meus braços durante um tempo, não havia porque sair com pressa, minha mala estava pronta desde ontem. Tomamos banho juntas, tomamos café. Ela me levou até o aeroporto e ficou comigo me dando beijos e carinhos o tempo todo.

– Amor, é meu voo.

– Não…

– Sim… Mas estou feliz.

– Desculpa, mas não dá para te ver ir e ficar feliz.

– Eu tô feliz, não por ir. Mas pela forma como eu vou. Quando eu pisei aqui e sai correndo pro shopping me arrumar lá, eu não sabia como ia ser. Se você estaria acompanhada de outra pessoa, se nós iriamos nos acertar. E hoje eu tô indo, com você me enchendo de carinho. Vamos nos casar. Daqui alguns meses eu volto para te fazer minha esposa, para te levar comigo.

– É o que me conforta.

– Pense nisso, se agarre nisso, vai passar rápido.

– Quero fazer um casamento lindo.

– Você vai fazer, como te disse, não vou olhar uma casa para nós, eu vou esperar você ir e juntas vamos construir nossa vida, escolher nossas coisas.

– Confio no seu gosto.

– Prefiro te esperar. Pra ficar com a nossa cara. – Mais uma vez escutei o chamado para meu voo. – Preciso ir, meu amor.

– Não. – Rosa começou a chorar. – Fica mais amor.

– Não posso…

– Me promete que vai voltar?

– Prometo, meu amor, volto e te levo comigo. – Fiz questão de dizer olhando nos olhos dela. E fui surpreendida com um beijo.

– Eu te amo… Vai. Vai antes que eu não deixe você ir.

– Te amo. – Saí sem olhar para trás, sabia que ela estava aos prantos, eu não seria capaz de deixa-la chorando no meio do aeroporto, preferi não olhar. E embarquei.

POV ROSA

Faz cinco meses que não vejo minha noiva, conversamos sempre, nos vemos por cam, mas pessoalmente, só na semana do nosso casamento.

Fiquei com a minha irmã, quando ela se mudou para estudar, apresentei a cidade para ela, esperei ela ficar bem confortável longe dos nossos pais. Minha sogra me recebeu de braços abertos, o casamento vai ser na fazenda mesmo, uma cerimonia intimista para poucos e bons amigos.

Isa chegaria hoje, faltando três dias para o casamento, mas o aeroporto  da Irlanda está fechado devido a uma tempestade. Ela está fazendo de tudo para vir o mais rápido possível.

Eu sou uma noiva nervosa, assim como toda noiva. Mas, imagina você ser uma noiva que além da tensão do casamento, a sua noiva está presa sem poder vir para o casamento. O telefone tocou.

– Amor?

– Oi, amor.

– Amor, que voz é essa? O que está acontecendo? Mor, eu tô em casa.

– Porque? O combinado não era você ficar no aeroporto !

– Amor o aeroporto fechou por sete dias. A tempestade não vai passar.

– Não amor! Pare! É o nosso casamento.

– Sinto muito amor.

– Amor! Amor! Não faz isso está quase tudo pronto, os convidados já confirmaram, pelo amor de Deus.

– Mor, acalme-se eu já estou no Brasil eu só quis te deixar nervosa.

– Sério?

– Serio amor. Vou embarcar daqui vinte minutos, hoje a noite eu vou estar do seu lado, prometo.

– Isabelle eu vou te matar! Eu quase tive um infarto.

– Me mate de amores mais tarde, querida… Estou chegando, prometo.

– Vem logo!

– Chegarei logo. Te amo, meu amor.

– Te amo muito, amor.

 

Continua…

Já leu?

A flor – Parte I

A flor – Parte II

A flor – Parte III

A flor – Parte IV

A FLOR – PARTE V

A FLOR – PARTE VI

A FLOR – PARTE VII

A FLOR – PARTE VIII

A FLOR – PARTE IX

A FLOR – PARTE X

A FLOR – PARTE XI

A FLOR – PARTE XII

A FLOR – PARTE XIII

A FLOR – PARTE XIV

 

 

 

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