Mil Borboletas – Parte III

 

Dançamos por mais três ou quatro horas com os amigos, já são quase três da manhã. A convenci com muito custo a ir para minha casa, na promessa de fazer chocolate quente.

– Sua casa é linda. – Holly disse sorrindo.

– Valeu. Não gosto muito daqui… Vem, vamos até a cozinha, você verá uma mestra na arte do chocolate quente em ação, isso é para poucos. Saiba apreciar a chance.

– Estou me sentindo honrada. – Ela colocou a mão no coração, sendo uma ótima atriz.

– Se sinta mesmo. Vou começar, primeiro o avental para não sujar meu belo vestido. – Dei um giro arranco risadas de Holly. – Hoje sou uma princesa!

– Está parecendo mesmo com aquelas princesas da Disney. Mas, minha curiosidade é maior do que tudo, posso te perguntar uma coisa? – Fiz que sim em um gesto. – Porque você não gosta daqui?

– Porque morei a vida inteira com meus pais, quer dizer, faz três anos que eles morreram, mas enfim, você entendeu.

– Achei que por isso você teria um carinho a mais pela casa.

– É o que todo mundo pensa, mas não… Tenta acompanhar meu raciocínio. Eu saí do hospital e vim para essa casa, eu estava acostumada com essa casa com meus pais dentro. Eu não sinto que é como se eu ainda estivesse no colo dos meus pais. Eu vejo essa casa, eu entro aqui e percebo que eu jamais vou ver os dois entrando pela porta. Não é sinônimo de carinho, é sinônimo de saudade, tristeza… Ausência.

– Sinto muito, Dianna.

– Tudo bem, seu chocolate sai em cinco minutos, madame!

Minutos depois.

– Meu Deus, é o melhor chocolate quente que já tomei. Preciso parar, se não vou para o terceiro.

– Se quiser, faço mais Holly.

– Não me tente! Preciso sair dessa cozinha, antes que eu me renda aos seus dotes culinários.

– Sendo assim, vem comigo. Vou te mostrar minha coleção de vinil. – Segurei sua mão até entrarmos no meu quarto. –  Bem vinda ao meu quarto, e ali fica meus bebês.

– Nossa… É muito vinil! Você já ouviu todos?

– Sim! Essa coleção era do meu pai, ele me ensinou a apreciar a arte de um bom vinil e as vitrolas. Eu separo por gênero e quando compro anoto só pra saber quantas tenho.

– Quantas tem?

– 329.

– É muito!

– Podia ser mais, mas eu não compro por comprar, tenho que gostar muito do som. O último que comprei foi do Fifth Harmony, o EP, saíram poucos assim neste formato.

– Então ele é o 329. – Ela começou a analisar atentamente a embalagem.

– Na verdade 328. Eu ganhei da minha dentista, ela era muito amiga da minha mãe. Ela me deu esse aqui. – Entreguei nas mãos dela. – The Chainsmokers não paro de ouvir, principalmente a música Closer que tem a participação da Halsey. Já ouviu?

– Sim! Adoro essa música, as vezes deixo no repeat.

– Vamos ouvir. – Liguei a vitrola. – Quer dançar, Holly?

– Não vou conseguir fazer muita coisa, estou com os pés doendo.
– Já tive uma ideia, tire os sapatos. – Assim ela fez. – Agora vem aqui. – Me aproximei, e segurei-a pela cintura, colocando em meu colo. O que foi uma péssima ideia pois eu não aguentei segura-la e caímos no chão. – Ai, meu Deus!

– Se machucou? – Ela perguntou preocupada enquanto eu não conseguia parar de rir.

– Não, eu estou bem, e você Holly?

– Estou bem. Você não aguentou meu peso, isso é humilhante.

– Eu realmente achei que conseguiria te pegar no colo. Mas você é pesada! – Disse rindo e ela fingiu irritação. – Qual é? Disse que você é pesada, não gorda… E se fosse, seria linda da mesma forma.

– Quem diria…

– O que?

– Que você é legal…

– Poxa, Holly! – Me fingi de ofendida.

– Sério… Exemplo. Você sempre zoou minha turma, basicamente você zoava quem não era da sua turma.

– Pois é, eu queria chamar sua atenção, e chamava… Mas para o lado negativo e acredite, eu morro de vergonha por isso.

– Você é tão diferente do que eu imaginei.

– E você é mais linda que eu imaginei. Fica mais linda ainda quando fica mais perto de mim. – Senti sua boca se chocar com a minha de um jeito novo até então, com audácia ela conduziu o beijo, eu me deixei levar. Comecei a percorrer minhas mãos pelo seu corpo.

Para alguns podem ser cedo demais, mas eu desejo esse momento por anos, e sinto que ela também quer dar esse passo.

Me virei trocando de posição com ela… A beijei devagar.

– Gosto dessa música. – Ela disse em um sussurro.

– Gosto de você, Holly. – Lhe roubei um beijo, lento. – Sabe onde isso vai parar, não sabe?

– Sei…

– Você quer?

– Hunrum. – Ela sussurrou. – E você quer?

Não falei nada, me levantei e abaixei o zíper do meu vestido, sem deixar de olhar para ela. Ela se ergueu e fez o mesmo, sem tirar os olhos dos meus movimentos, se despiu… Holly estava completamente nua na minha frente.

Me encostei nela com calma, sua boca procurou pela minha.

– Não precisa ficar com vergonha de mim. – Sussurrei descendo meus dedos para o seu pescoço. Ela suspirou levando as mãos para minha cintura.  – Holly, você tem noção de quanto seu corpo é lindo?

Perguntei-a me afastando um pouco para admira-la. Abaixei meus olhos para seu colo, senti vontade de beija-la, faria isso mais tarde com toda certeza.

Seus mamilos são de uma cor única, um marrom bem claro, quase cor doce de leite. Como pode ser tão linda? Para mim antes seios eram todos a mesma coisa, mas os de Holly… Não são iguais aos de ninguém, não mesmo.

Nossos seios estão grudados, as mãos dela subindo pelas minhas costas em uma caricia lenta que me faz fechar os olhos. Senti quando seus dedos desmancharam o penteado do meu cabelo, deixando que caísse em minhas costas para que logo pudesse se enfiar entre minhas mechas.

– Eu quero você Holly, eu te quero muito.

– Eu te quero, Dianna… Me faça sua, se faça minha. Ou qualquer coisa, mas por favor faça.

Curvei minha cabeça para o lado e a beijei, puxando-a comigo para mais perto, como se isso fosse possível. Puxei seu cabelo e abri espaço com a minha língua entre seus lábios, sendo muito bem recebida. Enquanto nos beijávamos, eu não consigia acreditar que finalmente todo aquele tormento iria acabar. Me levantei, trazendo-a comigo, jogando-a na parede. Holly não soltava meu cabelo, acho que ela tem certa tara por isso, eu não me importo, até gosto. Separei nossas bocas desci minha língua por seu pescoço, e não, não estou medindo intensidade dos meus toques eu estou literalmente lambendo o pescoço dela, minha língua subia e descia do seu ponto de pulso até o pé do ouvido, intercalando com mordidas e chupões.  Ela gemeu no meu ouvido, sua mão livre escorrendo até minha bunda, fiquei louca com aquilo, foi minha vez de segura-la pelo cabelo para atacar sua boca novamente. Minha mão sedenta subindo pela sua cintura para finalmente agarrar seus seios com vontade.

– Dianna…

Sua voz rouca e com dificuldade, eu podia sentir o quanto ela estava excitada. Será que mais do que eu? Porque eu não estava mais em mim.

– Hmmmm. – Murmurei com a boca ocupada em sua clavícula.

– Vamos para cama agora. – Ela pediu.

Sem hesitar virei-a de costas para mim, colocando meus seios em suas costas envolvendo suas cinturas com os meus braços. Caímos na cama e eu me deitei um pouco de lado por cima dela, uma de suas coxas entre as minhas pernas. Segurei atrás de seu joelho e ela largou a perna livre em cima do meu quadril, instantaneamente forçando meu sexo em sua coxa.
Gemi um pouco mais alto, o que fez Holly arranhar minhas costas com o pouco de unha que ela tem. Desci beijos molhados por seu pescoço, ombro e colo até chegar em seu seio direito. Ergui o dedo indicador e circulei o mamilo rígido lentamente em uma leve carícia, que fez ela morder os lábios e fechar os olhos.

Eu estou adorando todas as expressões de prazer que ela está me mostrando.

Substitui meu dedo por minha língua e a ouvi gemer, comecei a chupar bem devagar, minha mão livre correndo por sua coxa esquerda de baixo até a bunda, onde eu apertava toda vez que  chegava lá. Fiquei naquilo bom um bom tempo, Holly vira e mexe esfrega sua coxa no meio das minhas pernas. Eu estou surtando com isso… Não vou aguentar por muito tempo.

Fechei os olhos com força para não pensar enquanto descia por sua barriga. Ela se apoiou nos cotovelos para me olhar. Isso me deixa extremamente excitada, dei uma piscadela e fui retribuída com um sorriso acompanhado de um gemido manhoso. Sem aguentar mais, me deitei perto do final da cama e a olhei, Holly tinha no rosto uma expressão inexplicável, seus olhos castanhos me fuzilando.

– Afasta as pernas para mim. – Joguei para trás os cabelos que caíam em meu rosto e a vi afastar as pernas o máximo que conseguiu. Meu Deus, acho que fiquei olhando por longos segundos. Aproximei-me mais para sentir o seu cheiro, tão feminino e doce que me deixou tonta. Jamais me cansarei desse cheiro.

Holly estava completamente molhada, segurei em suas coxas e lambi desde a sua pequena entrada até seu clitóris. Ela gemeu alto e eu gemi da mesma forma. Suas mãos torcendo o lençol, sua cabeça erguida para trás, seu peito subindo e descendo em uma respiração forte, e seus gemidos arranhados saltando pela garganta. Ouvi-la é loucura, a loucura mais deliciosa do mundo.

– Dianna… – Ela gemeu meu nome e pegou no meu cabelo. – Ah, por favor, por favor.

Levei a ponta do dedo indicador até seus clitóris e fiquei massageando enquanto me concentrava em colocar e tirar minha língua da sua boceta.
Quando senti que ela iria gozar, coloquei a boca em seu clitóris de novo, mantendo o ritmo de pressão. As pernas de Holly se fecharam em torno do meu pescoço por impulso, onde eu logo a segurei.

Ela estava gozando. Estava gozando para mim, gozando na minha boca.

Eu quase gozei junto quando ela gemeu alto a ponto de todos meus vizinhos da rua escutar. Seu corpo todo convulsionava, ela estava tentando a todo custo fechar as pernas para acalmar a sensação, mas não deixei, queria que ela sentisse até o ultimo tremor. Depois de provar o máximo que consegui do delicioso gosto que ela tem, fui subindo por seu corpo distribuindo beijos molhados, parando em sua boca, beijando com intensidade.

– Você tem um gosto muito bom, Holly. – Afaguei seus cabelos. – Posso me acostumar com ele em minha boca todos os dias. – Sussurrei.

– O que você fez comigo? Eu estou tão mole que mal consigo formular palavras.

– Te dei um orgasmo. Um belo de um orgasmo. – Dei uma piscadela.

– Hunrum, e acho que está na hora de fazer o mesmo por você, Dianna.

Antes que eu pudesse pensar qualquer coisa, Holly já estava sobre mim, sua boca colada na minha, suas mãos percorrendo todo e qualquer espaço do meu corpo. Minha cabeça rodava e eu só consiguia pensar no quão linda e fantástica ela é… E quão minha ela havia sido. Perdi a noção de qualquer coisa quando ela desceu pelo meu pescoço sua língua quente maltratando minha pele me deixando arrepiada. Ela tem uma pegada forte e possesiva, isso se contrasta tanto com sua personalidade. Eu amei essa surpresa.

Fiquei de olhos abertos, não queria perder nenhum momento enquanto ela abocanhava meus seios. Não aguentei e gemi alto, curvando a coluna para me oferecer mais a ela. Agarrei-a pelos cabelos e puxei com força, estava me contorcendo com ela descendo a língua pelo meu corpo. Holly ficou de joelhos entre minhas pernas, de forma mais lenta ela levou seu dedo até meu sexo e depois chupou seu dedo na minha frente.

– Hmmm. – Ela murmurou enquanto distribuía beijos na minha virilha, Holly quer me matar, é a única explicação.

– Por favor. – Resmunguei. – Eu não posso esperar mais, acho que não vou aguentar.

Eu não precisei dizer mais nada, ela já estava envolvendo meu clitóris com a língua. Minha boca se abriu em um perfeito O. O som ficou preso em minha garganta e tudo o que eu fiz foi morder meu lábio para reprimir a minha vontade de gritar. Ela parou, e ficou me olhando.

– Ham? O que, pelo amor de Deus, não para!

– Calma. – Ela disse baixinho antes de se encaixar em mim com seu sexo e movimentar para cima, depois para baixo. Ah merda, fechei os olhos e gemi ao levar a cabeça para trás, isso é tão bom! – Você gosta? Está gostoso assim? Diz pra mim.

Ela perguntou enquanto gemia, seus movimentos eram ritmados e intensos, para cima, para baixo de um lado e para outro. Desci a mão por suas costas e agarrei em sua bunda forçando seu quadril para baixo, queria sentir seu quadril deslocando-se enquanto rebolava entre minhas pernas.

– Dianna…

Ela estava gemendo meu nome bem ao pé do meu ouvido, suas mãos agarradas em meus cabelos e as minhas subindo e descendo por suas costas, nuca, qualquer lugar que eu pudesse agarrar.

– Olha pra mim. – Sua voz quase desesperada, ela não parou os movimentos por nenhum instante. – Abra seus olhos para mim, Dianna.

A obedeci e abri meus olhos encarando-a, estava difícil mantê-los abertos.

– Eu quero gozar com você. – Sussurrou segurando nossos olhares. – Eu quero que você goze olhando para mim… Só para mim.

Sabe quando você sente que estão tirando o chão debaixo de seus pés? É o que eu estou sentindo no momento que explodi em prazer, tive o orgasmo mais gostoso que já havia tido na minha vida.

Meu corpo e o de Holly tremendo juntas. Ela foi parando seus movimentos lentamente. Eu, mesmo sem muita força, segurei-a forte, me inclinei para um lado, e continuei abraçada com ela, deitadas recuperando o fôlego, de conchinha.

Continua…

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