Mil Borboletas – Parte VIII

POV DIANNA

Momento de relaxar, anoiteceu… Se uma coisa que eu aprendi, foi admirar o céu, o mesmo céu que traz aeronaves amigas e inimigas, o mesmo céu que traz bombas… Esse céu de noite é tão calmo e limpo. As estrelas tem um brilho especial.

Acabo de receber a carta de Holly, espero que ela esteja bem. Eu sinto tantas saudades.

“ Oi, como você está? Sinto tanta sua falta… Você não imagina como seria mais fácil para mim se você estivesse aqui. Sei que não adianta muito dizer isso, não foi escolha sua estar ai. Bom, eu tive uma conversa muito séria com a Ashley, ela me jogou algumas coisas na cara que me fizeram pensar e criar coragem de dizer tudo o que eu preciso lhe dizer. Antes de mais nada, me prometa uma carta resposta. E prometa não se esquecer do principal que eu te amo… Ainda há amor. Bom, vou lhe contar tudo do começo. Certo dia na faculdade eu, conheci uma garota, nos esbarramos no corredor. Ela se chama Jenna. Ficamos amigas, e com o tempo, por mais que eu negasse, as pessoas me diziam que ela nutre algo por mim. Mas eu nunca toquei nesse assunto com ela, deixando bem claro que eu sempre falei de você, desde o primeiro momento eu sempre disse que tinha uma namorada, que eu tinha você. Essa merda de distância… Essa merda de guerra. Me fez ficar mais vulnerável, tão vulnerável que, em uma noite, quando recebi sua última carta, eu senti tanta dor vinda de você,  eu senti você, mas não é você. Não me parece a Dianna que me deu um colar de borboleta. Eu sei, eu não sou tão idiota assim, mas, eu estou sendo sincera com você como eu jamais imaginei que seria. E nessa noite da carta eu, eu liguei para Jenna… Como um bebê chorão disse tudo o que estou te escrevendo agora, e no final da noite depois de filmes engraçados, dança e conversa fora, eu acabei dormindo com ela, na mesma cama. Mas eu só dormi juro! Eu te juro Dianna, eu nunca beijei Jenna. Droga, eu me sinto tão mal por estar te escrevendo isso… Eu não deveria estar escrevendo algo romântico? Eu não deveria? Ainda sou sua… Mas entendo desde já qualquer resposta que vier de ti. Até mais.”
ass.: Holly

Lagrimas caindo do meu rosto, eu estava perdendo Holly ou já teria perdido, nada que eu possa fazer. Não posso aparecer em sua casa com um buque de flores, não posso leva-la para viajar, não posso. Vou aproveitar a única coisa que posso fazer, usar o silêncio em meu favor. Chorar.

Três dias depois.

– Soldada, vá descansar. – Meu capitão me surpreendeu.

– Dispenso a oferta senhor. – Disse me encolhendo em um tronco de arvore, falando baixo como manda o procedimento. Ele ficou me encarando por um bom tempo, se sentou do meu lado.

– Dianna. – Aquilo me surpreendeu, em anos ele nunca me chamou só pelo nome. – Esqueça que sou seu capitão, o que está acontecendo? Desde que recebeu sua última carta teus olhos tem estado fosco.

– Não se preocupe senhor, estou bem.

– Não minta, não é possível estar bem estando em guerra… Ainda mais no seu caso, que não queria vir.

– Eu tenho uma namorada. Tenho, tinha, sei lá.

– Hum, acho que já ví uma foto dela, é a que você usa dentro do bolso no peito. – Apenas assenti. – Está com a foto ai? – Afirmei novamente. – Deixe-me ver. – A entreguei. – É uma linda mulher, fazem um belo casal… Eu me vejo tanto em você agora, acho que sei o que está acontecendo.

– Que bom que sabe, pois nem eu sei.

– Imagino que na ultima carta, ela te escreveu coisas como, estar balançada por outro alguém.

– Mais ou menos, ela tem uma admiradora nada secreta, nada discreta e bom, ela está carente de alguém.

– Você a ama?

– Sim senhor.

– Então faça algo!

– Como? Eu não posso ir até a casa dela e entregar flores, eu não posso comprar um pacote de viagens e leva-la para uma lua de mel como os casais em crise fazem. Eu não posso leva-la no cinema. Eu não posso leva-la para dançar ou para um parque de diversões.

– Está certa, mas, há outras coisas que você pode fazer.

– O que?

– Diga que não vai desistir, que mesmo de longe vai lutar por vocês.

– Não sei se isso funciona.

– Comigo funcionou.

– Sua esposa estava como?

– Minha esposa não, meu esposo sim… Na época namorado.

– Eu não sabia que o senhor era gay.

– É, eu sou bem reservado com as minhas coisas, eu escolhi essa vida… Eu me alistei, eu fui para o treinamento e fui subindo de patente. Nessa época eu já namorava, e ele não lidava bem com a distância. Sempre voltava depois de dois meses, mas, quando tive uma brecha, uma chance de ser capitão precisei ficar em campo por quase um ano… Foi o fim, surgiu um cara que era tudo o que eu precisava ser para ele e não podia. Ele me mandou uma carta, terminando comigo. Hoje eu lembro disso e acho uma certa graça, mas, na época me acabei de chorar. Mas o respondi. Disse que ele poderia até se divertir com esse carinha, mas que no fundo ele sabia, eu sabia que era eu o amor da vida dele. E que assim que eu voltasse eu iria atrás dele, e me casaria com ele.

– Ele respondeu sua carta?

– Sim, disse que era louco. – Meu capitão riu. – Ai provei que ele tinha razão, eu sou louco por ele… Assim que voltei, o conquistei.

– É uma bela história.

– A sua também será.

– Seu esposo te conhecia já neste clima, já Holly não me conhece mais, ela diz não me reconhecer mais nas cartas.

– As pessoas mudam Dianna, mesmo ela não estando em guerra, ela está mudada, isso é do ser humano. Pense bem, você enfrenta diariamente batalhas terríveis. O que seria mais uma? – Ele se levantou. – No momento vou respeitar sua vontade soldada, e deixa-la a paisana, mas, da próxima vez que lhe dizer para descansar, não será um pedido, sugestão e sim uma ordem. Entendido? – Ele me deu uma piscada.

– Sim senhor!

– Até mais.

POV HOLLY

– Acabei de receber a carta do Fred, a sua deve já ter chegado.

– Nunca fiquei com tanto medo de abrir uma carta.

– Acalme-se… Pense que pelo menos você foi sincera com ela em cada linha, que não há segredos entre vocês.

– Ashley, por favor, me encontra em casa, eu não quero ler essa carta sozinha.

– Claro, já te encontro no prédio.

Alguns minutos depois, Ashley me esperava com dois copos duplos de chocolate quente e rosquinhas.

– Achei necessário.

– Sim, é necessário… A carta chegou, vamos para dentro. – Fui segurando a carta como quem segurava uma bomba ultra sensível.

– Bom, abra. – Me sentei no tapete sendo acompanhada por Ashley.

“ Oi Holly… Obrigada pela sinceridade. Não esperava menos de você. Sabe, eu sinto muito por lhe passar tanta dor nas minhas cartas, prometo não lhe transmitir mais isso. Eu sinto muito também por não ser aquela Dianna. Eu fiquei por dias e dias pensando no que te falar, no que te escrever no caso. Então eu admito, admito que sou alguém bem diferente. Talvez eu não perceba essa diferença porque eu não paro para me analisar. Mas eu realmente mudei. Eu não sou mais aquela garota de cabelos no ombro e de sorriso fácil (eu parei por um tempo para lembrar de mim, apenas de mim). Hoje eu não dou risadas altas, nem sorrio… Meus cabelos estão bem grandes, mas nunca percebo, só quando os lavo, vivo sempre de coque. Aquela garota que chorava copiosamente se cortava o dedo em papel, bom, ela parou de chorar por isso. Ela percebeu que é muito pouco a dor de papel em vista da dor de levar um corte com faca. Eu gostaria de me apresentar a você Holly. Prazer, eu sou Dianna, ou soldada 1706. Minha comida predileta é comida que não seja enlatada… Minha música predileta é o som do silêncio. O momento mais legal dos meus dias nos últimos anos tem sido cuidar de famílias e brincar com as crianças. Eu tenho habilidades, eu atiro muito bem, luto bem e sei limpar um rifle como poucos, até recebo encomendas por isso. Meu maior desejo e ir embora daqui. Eu sinto falta de usar bermuda, sinto falta de andar pela rua ou pilotar minha moto. Bom, essa sou eu de um jeito bem resumido. Mas ao mesmo tempo bem explicado, não há muito o que falar de mim. Isso chega a ser bem estranho. Sabe, a princípio eu pensei em te escrever algo como “ seja feliz com a Jenna ou com quem você quiser. ’’ Apenas escrever isso e sumir. Mas, eu parei, pensei e até conversei com meu comandante. Estou me arrastando e você está me dispensando, estou com a cabeça a mil, sem brincadeira. Holly eu não posso te forçar a nada e nem quero que fique comigo por algum outro motivo que não seja amor. E estou tão confusa que não sei o que me atingiu…Mas eu vou ficar bem, parece que minha cabeça está embaixo da água mas mesmo assim consigo respirar. As cartas estão sobre a mesa, estamos mostrando nossos corações. Bom, eu nunca fui boa em analogias, mas eu espero que você entenda. Se isso é um jogo, eu arrisco tudo… Diga para quem for preciso, diga para você mesma. Eu não vou desistir de você, apesar de isso ser difícil, mesmo longe eu vou lutar por você… Eu me arrisco, eu dobro a aposta nesse jogo, Holly, diga ao seu coração que eu fico. E só sairei se em alguma carta você mostrar que lhe perdi por completo. Caso contrário, Eu fico e luto… Eu te darei tudo.
ass.: Dianna.

Terminei de ler aos prantos, chorando de alegria e de espanto com tudo o que ela me escreveu. Ashley me olhava atentamente.

– Essa é a Dianna que eu conheço! – Ela começou a comemorar.

– Ashley, eu estou…

– Está o que?

– Estou apaixonada… Ela vai lutar por mim.

– E você? Você vai lutar de que lado? Do lado que te deixa indecisa ou do lado da mulher que te ama? – Ashley me perguntou.

Duas semanas depois.


– Alô? – Disse sonolenta

– Holly, você está louca? – Ashley me xingando a essa hora?

– Como assim? – Me sentei na cama. – O que eu fiz?

– Você viu a foto que você postou no facebook?

– A foto com a Jenna?

– Sim! Meu Deus, imagina o que as pessoas estão pensando?

– As pessoas não tem que pensar em nada Ashley, eu e Jenna não temos nada é só uma foto abraçadas!

– Ela… Atrás de você, te abraçando. E todos sabem que ela é um abutre, só esperando algo dar errado pra te dar o bote, a menina é louca por você! Fora que você disse ter se decidido por Dianna.

– Eu sei, e eu não mudei. Eu tentei me afastar de Jenna, mas ela está sempre me procurando pelo campus e eu fico sem jeito de dizer para ela. Ela é uma mulher linda? É sim! Mas eu sou da Dianna, eu amo a Dianna.

– Não é o que parece naquela foto. Parecem um casal, tem gente comentando que belo casal na foto! Isso chega a ser um absurdo.

– Eu vi Ashley, é a galera do curso de publicidade que fica me atormentando e nos zoando, mas eles sabem que a Dianna e eu somos um casal.

– Você que sabe, avisada está. Se um dia Dianna ver essa foto ela vai ficar puta da vida com você.

– Ok, ok, você colocou uma pulga atrás da minha orelha, vou então colocar em um relacionamento sério… Só não vou marcar a Dianna porque ela não tem mais facebook. Mas obvio que as pessoas vão saber que falo da Dianna.

– Menos mal. – Ashley disse com raiva.

– Ashely? Ashely? Está ai? Você está brava só com isso mesmo?

– Tô, desculpa, me distrai… Sei lá, sentindo algo ruim, um aperto no coração.

– Calma, não há de ser nada! Desliga o telefone e vem para cá, já sei que seu coração desaperta com um belo balde de pipoca e um pouco de Supernatural.

– Está bem, estou indo… Até mais.

– Até e fica mais calma.

Dois meses depois.

POV DIANNA.

– Muito bem soldados, vocês vão ganhar um bônus hoje, por terem conquistado um dos territórios mais difíceis, vocês terão acesso por três horas ao computador.

– Eu queria ver o Facebook, ver a foto dos outros, mas nem isso eu tenho mais! – Fred resmungou.

– Calma soldado, temos uma conta universal, em parceria com o Facebook, vocês podem usar ela para ver a rede social, só não podem salvar fotos e nem solicitação de amizade, entendido?

– SIM, SENHOR!

Cada um pegou um notebook, eu sinceramente, tanto tempo que não pego nesse aparelho, será que ainda sei mexer nisso? Bom, dizem que é como andar de bicicleta, não se desaprende.

Com muita dificuldade consegui entrar, acho que o sinal não é muito bom no meio do deserto (é surpreendente como as vezes o humor ressurge em mim). Procurei pelo nome de Holly, foi fácil acha-la… Meu Deus, tão linda, quando abracei-a pela última vez, ela tinha traços de uma adolescente, agora vejo uma mulher na foto do perfil. Sua capa, uma foto linda dela e dos pais, a mesma que ela me mandou do último aniversário dela.

Assim que desci a tela, algumas marcações de eventos de publicidade… Uma foto… No central park, mas. Como assim? Ela abraçada com outra garota? Quem é essa mulher? Será que é quem eu estou pensando? Lendo os comentários algumas brincadeiras, outros elogios e frases de:

“que casal lindo.”

“shippo muito, shippo forte.”

Holly + Jenna = Amor eterno.”

“ Já quero ser convidada para o casamento.”

Eu não posso acreditar, ela não me falou nada! Eu não posso acreditar.
Comecei a chorar, o que não me destacou no meio da equipe pois todos estavam chorando por ver foto dos seus filhos, namorados, namoradas e amigos. Mas creio que ninguém está chorando pelo motivo que eu estou.

Olhei mais uma vez no Facebook, e Holly estava em relacionamento sério há dois meses. Mesmo tempo da foto.

Eu não preciso ver mais nada.

– Capitão.

– Sim, soldado.

– Posso me recolher? Estou cansada.

– Tem certeza?

– Absoluta, senhor.

– Bom descanso.

Se Holly seguiu em frente e nem me comunicou, acho que não preciso comunicar mais nada meu para ela.

No dia seguinte.

– Ora, ora… Não quer jogar dominó com a galera. – Fred parou em minha frente.

– Me erra Fred, pelo amor de Deus me deixa em paz.

– Eu ví… Estava do seu lado quando estava vendo o Facebook da sua namoradinha. Que já é pelo visto, namorada de outra.

– Fred, deixa ela em paz, cara. – Jarry um dos meus colegas disse.

– Está bem… Vou deixar, mas, Dianna… Me responde uma coisa, qual é a sensação de saber que se você sobreviver até os malditos cinco anos, afinal, falta um ano e oito meses… Se você sobreviver, que quando você voltar, não vai ter ninguém a sua espera… Sabe como é, Foi traída pela namorada, os pais estão mortos…

– Seu filho da mãe! – Avancei para cima dele sem pensar em mais nada, caímos em um monte de terra, comecei a deferir socos em sua cara, até vê-lo sangrar. – Lava essa sua boca para falar dos meus pais, seu idiota. – Os demais soldados tentaram me tirar de cima dele, mas não tiveram sucesso.

– Não pense só porque é mulher que não vou te bater! – Ele me deu um soco. – Vamos, levante, vamos resolver isso na porrada.

Avancei sobre ele dando uns dois socos a mais, até que senti braços fortes me segurando, quando olhei no dedo, o anel do capitão, eu estou encrencada. Fomos contidos e levados para uma barraca.

– ALGUÉM ME EXPLICA QUE PORRA É ESSA? – Ele diz andando de um lado para outro. – VOCÊS DOIS SÃO COMO CÃO E GATO DESDE QUE CHEGARAM NA MINHA EQUIPE, PELO AMOR DE DEUS. AGORA, AGREDIR O COLEGA, OLHA PARA CARA DELE, DIANNA! – Não olhei. – ISSO É UMA ORDEM! – Olhei para Fred. – A CARA DO SEU COMPANHEIRO ESTÁ COMPLETAMENTE QUEBRADA, NARIZ E TODO ENSANGUENTADO PORQUE VOCÊ AVANÇOU NELE!

– Eu dei socos nela também, não quer dizer que apanhei tanto assim.

– CALA A BOCA FRED! NÃO DEVE SENTIR VERGONHA POR TER APANHADO DE MULHER E SIM, POR TER PROVOCADO ISSO TUDO! EU TENHO TESTEMUNHAS QUE FOI VOCÊ QUE PROVOCOU! EU TENHO OLHOS QUE ME CONTAM TUDO! E ELES SEMPRE DIZENDO QUE VOCÊ ENCHE A PORRA DO SACO DA DIANNA!

– Desculpe, senhor.

– E VOCÊ DIANNA? SOLDADO MODELO, EFICAZ, RÁPIDA, EFICIENTE… GASTANDO SUA ENERGIA SEDENDO A UMA PROVOCAÇÃO INFANTIL?
EU SEI QUE VOCÊS TEM SAUDADES DE CASA… EU TAMBÉM SINTO E NEM POR ISSO SAIU BATENDO NAS PESSOAS! SE CONTROLE, SOLDADO!

– Desculpe, senhor.

– CHEGA DE DESCULPAS, VOCÊS DOIS… Eu já aviso, isso não é um pedido, É UMA ORDEM! VOCÊS DOIS! VÃO LAVAR O ROSTO UM DO OUTRO COM CUIDADO E VÃO FAZER CURATIVOS UM NO OUTRO! E MAIS! ESTAMOS PERTO DE UMA ZONA VERMELHA… E VOCÊS SABEM O QUE ISSO SIGNIFICA, NÃO É MESMO?

– Perigo eminente, minas terrestres, armadilhas e confronto físico e de armas com terroristas, senhor. – Dissemos juntos.

– Exatamente, e nesse caso como avançamos o território?

– Equipados, carros na frente e soldados atrás em dupla.

– EXATAMENTE! EM DUPLA, AGORA, É SEU DEVER FRED, PROTEGER DIANNA… E O MESMO PARA VOCÊ, DIANNA… É SEU DEVER CUIDAR, PROTEGER, GUIAR E AJUDAR O FRED. ESPERO QUE ISSO SEJA O QUE VOCÊS PRECISAM PRA SE ENTENDER, AGORA SAIAM!

– Sim, senhor! – Batemos continência e saímos com presa.

– Eu te odeio, olha só o que você fez! – Empurrei ele para longe de mim.

– Eu também não gosto nem um pouco de você, garota… Agora vem, e costura minha pele direito!

– Vai se foder, Fred!

– Vai você, sua corna! A merda já tá feita, você quebrou meu nariz, pega a tala e os demais curativos, se meu nariz ficar torto eu juro que quebro o seu também.

Continua…

 

Já leu?

Mil Borboletas – Parte I

Mil Borboletas – Parte II

Mil Borboletas – Parte III

Mil Borboletas – Parte IV

Mil Borboletas – Parte V

Mil Borboletas – Parte VI

Mil Borboletas – Parte VII

 

 

 

 

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