Mil Borboletas – Parte XII

Ela olhava sua mão entrelaçada a minha e parecia não acreditar.

– Isso não é um sonho…. Você voltou! É de vez não é? Nunca mais você vai precisar servir.

– Nunca mais. – Ela me roubou um beijo. – Que saudades de você.

– Vem! Está quase na hora do jantar, vamos fazer surpresa para meus pais?

– Claro! Será ótimo vê-los. – Seguimos pelo pátio até seu carro. – Belo carro.

-Também gosto dele. – Entramos no carro. – Calma Holly. – Ela disse em voz alta para si mesma.

– Está passando bem? – Fiquei preocupada.

– Sim! Nunca estive melhor! E que bom, você está aqui… Eu nem te perguntei coisas como, se você está bem.

– Eu estou bem sim. Estou feliz por voltar.

– Também amor. – Ela disse tão manhosa, não resisti. Me aproximei dela devagar, sem desviar o olhar. – Você voltou para mim.

– Voltei… Você ainda me quer?

– Dividir minha vida com você? – Ela perguntou e eu afirmei com um gesto. – É o que eu mais quero e ter você andando do meu lado. – Beijei-a com ternura, devagar sentindo a maciez dos lábios, a língua passeando devagar. Ficamos um bom tempo assim, até que senti a falta do ar, e quebrei nosso contato. – Meus pais vão surtar quando te ver… Vamos!

Ela ligou o carro, ligou o rádio, e ficamos conversando, admito que fiquei prestando atenção na rua e nas pessoas.

Quando chegamos peguei minha mochila, ela me olhou intrigada, ai que me lembrei que não precisava carregar a mochila por todos os lados a todo o momento… Força do habito.

Ela entrou sem avisar, gritando seus pais.

– PAIS? PAPAIS?

– Filha? Mas já? Estamos aqui na cozinha.

– Larga tudo e vem aqui, eu tenho uma surpresa. – Escutamos os passos dos dois vindo até a sala.

– DIANNA? AI MEU DEUS. – Eles correram para me abraçar, estavam tão diferentes, sei que pensaram o mesmo de mim. Os dois caíram no choro, peguei um amor muito forte por eles, são meus pais também. De repente senti Frank caindo.

– AMOR? –  Marcel ficou preocupado.

– PAI? – Holly disse dando leves tapinhas no rosto dele.

– Gente, licença. – Olhei sua respiração e pulsação. – Ele está bem só acho que foi emoção demais… Senhor, por favor pegue um pouco de vinagre, vou levar o ele para o quarto de vocês.

– Quer ajuda?

– Não é necessário. – Peguei meu sogro e sai caminhando.

– Está bem. – Holly disse espantada.

– Calma, seu pai está bem, só foi emoção demais… Assim que ele cheirar o vinagre ele acordará e tudo ficará bem, eu prometo.

– Está bem, confio em você. – Ela me acompanhou abrindo passagem e me mostrando o quarto. Frank começou a acordar devagar.

– Filha?

– Oi, pai… O senhor desmaiou.

– Amor, você está bem? – Marcel apareceu preocupado.

– Estou bem, acho que fiquei emocionado assim que ví Dianna… Como é bom te ver querida, espero não ter lhe assustado.

– Tudo bem, eu estou muito feliz em ver você Frank.

– Quem me trouxe até o quarto? Porque sei que você, Marcel, não dá conta! – Caímos na risada.

– Fui eu. –Me manifestei.

– Poxa… Mas eu estou bem, querido! Precisamos terminar o jantar, Dianna deve estar com vontade de comer comida caseira, comida de verdade!

– Estou sim, mas, posso ajudar vocês.

– Imagina, não sabíamos que você viria se não tínhamos preparado um banquete, com um pouco de cada… Hoje só temos macarrão com queijo, batatas fritas e carne, na quarta feira não caprichamos muito no cardápio.

– Já está excelente!

– Vamos até a cozinha, vocês duas podem ficar apenas sentadas, mas, vamos conversando… Me conta como vocês se encontraram!

– Pai! Essa, de agora em diante, a melhor história da minha vida!

Holly me abraçou por trás, e ficou me fazendo carinho enquanto contava da surpresa que fiz para ela, pouco tempo atrás.

Jantamos juntos, tiramos fotos, tomamos sorvete (cinco anos sem tomar sorvete… Meu Deus, como isso é maravilhoso! Já tinha até me esquecido).

Nos despedimos dos pais dela e fomos para casa dela, a nova casa… Um apartamento maior.

– Gostei desse bairro. – Me manifestei enquanto ela dirigia.

– Aqui é muito calmo, é perto de tudo… E é bem maior do que o outro, você vai gostar acho.

– Tenho certeza que sim.

POV HOLLY

Sabe quando fica um silêncio, não constrangedor… Mas, um silêncio.

Dianna estava diferente, claro. Pelas poucas horas que passamos juntas, dá pra se notar diferenças, gritantes ou não. A antiga era mais palhaça, andava de um jeito mais largado… Falava de um jeito mais leve. Agora ela está mais séria, anda e se senta corretamente e fala até mais firme.

Eu não estou me queixando, ainda é meu amor… Ela viveu coisas terríveis, ela ficou cinco anos longe de todos que ela gosta, ela amadureceu em meio à guerra, claro que eu esperava que ela voltaria diferente.
O elevador parou no meu andar, fomos em silêncio, até a porta.

– Entra. – Entrei primeiro e acendi a luz. – Bem vinda.

– Obrigada. – Ela sorriu, segurando a tão inseparável mochila. – Posso deixar minha mochila aqui?

– Claro! Nem precisa perguntar… Aqui é a sala, onde fico a maior parte do tempo, não repara a bagunça, aquilo ali é trabalho de faculdade. Ali o banheiro social. – Andei mais um pouco. –  E aqui é a cozinha. – Me encostei na bancada. – Não há muito o que mostrar, tem a lavanderia, mas não há nada de interessante, então… Enfim sós. – Falei rindo, rindo de nervoso sendo bem sincera.

Ela se aproximou em silêncio, me olhando fixamente, fazendo minha respiração até mudar de compasso. Dianna não pensou duas vezes antes de me colocar em cima da bancada da cozinha. Dei um pequeno grito.

– Te assustei? Desculpe, não era a minha intenção. – Vi sua expressão ficar em puro pânico, ela se afastou pedindo desculpas como se tivesse derramado ácido em meus olhos.

– Calma, está tudo bem. – Chamei-a com um gesto, ela foi se aproximando aos poucos. Fiz um carinho em seu rosto. – Como as coisas mudam não é mesmo? Na nossa primeira vez, você tentou me segurar, caímos… Hoje, você já levou meu pai tranquilamente no colo e agora me ergueu com facilidade… Está fortinha.

– Isso é ruim? – Ela perguntou, percebi que ela está totalmente insegura, sem jeito.

– Não é ruim.

– Eu nem perguntei se, bom… Se você quer. – Ela estava completamente envergonhada.

– Claro que eu quero… Claro que eu te quero. – Dei um breve beijo em seus lábios.

– Estou parecendo uma idiota. – Ela resmungou.

– Isso é fofo. Não se julgue, seja menos rude com você.

– Força do hábito.

– Hábito esse que você irá aos poucos perder, isso não te faz bem. Vou te ajudar com isso. Com isso e com o que você precisar. – Sorri, passando os dedos pela gola da farda dela. – Bom, eu… Acho que sei como fazer você se soltar. – Segurei em sua gola e a trouxe para mais perto de mim. – Vamos começar assim. – Mordi o lábio inferior dela, envolvendo minhas pernas em sua cintura. Senti suas mãos me apertando com vontade e força. Acho que ela não sabe a força que tem, mas, nem me importei. – Sabia que estou bem feliz por você ainda estar com essa roupa de guerra? Já tive muitos sonhos eróticos com você vestida assim.

– Holly… – Ela disse meu nome baixinho como se tivesse me repreendendo.

– O que? Qual é o problema em dizer que tenho tesão em te ver vestida assim? – Disse bem baixinho perto do ouvido para provocar. – Você como capitã, pode me dar ordens, quantas ordens quiser… Até bato continência. – Mordi seu ouvido.

Dianna não pensou duas vezes.

Levantou meu vestido e arrancou minha calcinha.
Me arrepiei com a superfície gelada, mas apenas sorri para ela.

– Dianna. – Eu suspirei seu nome enquanto sentia seus toques pelo meu corpo.

– Estou aqui. – Ela respondeu no mesmo tom.

– Isso é real?

– É, meu amor.

– Senti sua falta. – Escondi o rosto em seu pescoço.

Ela respirou mais fundo e apertou nossos corpos, como quem quisesse nos fundir em um só. Senti seus lábios passearem pelo meu pescoço.

Foi descendo com seus carinhos, de um jeito afoito ela foi conduzindo tudo. Distribuiu beijos pela minha perna e foi subindo devagar, passeando com a língua pela minha coxa traçando caminhos molhados até minha virilha.

Beijou algumas vezes meu clitóris só para me provocar e, quando resmunguei, ela me atacou. Sua língua quente me invadiu e eu joguei a cabeça para trás soltando um gemido alto. Agarrei seus cabelos e forcei o contato sentindo Dianna me chupar com tanta vontade, como se eu fosse fugir. Rebolei em sua boca, gemi alto e mordi os lábios quando suas mãos apertaram meus seios.

Estou completamente entregue a ela. Abri meus olhos para observa-la e notei aquele olhar felino sedento, me chupando, lambendo minha boceta como um prêmio. Como se estivesse descontando toda sua vontade de anos. Bom, ela não é a única a querer descontar tudo em uma noite.

Bastou aquele contato visual para meu corpo entrar em ebulição, soltei um gemido alto e gozei, deixando meus músculos relaxados. Senti um gemido se perdendo em sua boca, ela estava gozando sem ao menos ter encostado nela.

Ela me puxou para cima, forçou minhas pernas a se prenderem em sua cintura e me pressionou na parede, metendo dois dedos em mim sem aviso, ela me olhava atentamente como quem quisesse me analisar. Saber se estava bom… E estava ótimo, rebolei levemente em seus dedos. Foi o suficiente para ela entender e continuar.

Cravei as unhas em suas costas e nuca, a sentindo entrar e sair com velocidade. Os dedos dela sabiam onde tocar e o que fazer. Não demorou muito para que o meu segundo orgasmo viesse ao som dos meus gritos incontroláveis. Pensei que rasgaria a sua farda tamanha a força que coloquei na tentativa de aliviar meu tesão.

– Mal chegou e já me deu prejuízo, mocinha. – Sorri, ainda tentando acalmar minha respiração.

– Desculpe, Holly. – Ela disse baixinho de um jeito tímido.

– Quero que rasgue minhas calcinhas sempre que sentir vontade. – Ela me beijou com ternura. – Está cansada em me segurar?

– Não, posso ficar aqui a noite inteira. – Ela fez um carinho em meu rosto.

– Por mim também, mas, preciso cuidar de você. Sei que está cansada. Então vamos descansar, tudo bem? – Ela fez que sim com um gesto, sorriu e meu roubou um beijo. – Toma um banho comigo? – Perguntei me enfiando no pescoço dela.

– Melhor não.

– Porque?

– Ainda não é um bom momento… Preciso fazer algumas coisas, coisas de mulher. – Ela disse toda tímida.

– Humm entendi.

– É, você não merece me ver assim, digo, não está ruim… Mas também não está bom. – Ela ficou sem jeito – Espero que me entenda.

– Claro que entendo, mas eu…Eu preciso de um banho.

– Tudo bem, eu aguardo aqui.

– Me leva até o banheiro? – Pedi fazendo charme e fui atendida prontamente. – Deite-se um pouco ali na cama, prometo não demorar.

– Melhor não, estou um pouco suja… Fora que se deitar eu acho que apago. Vou esperar na sala, se não se importar.

– Essa casa é sua também, relaxe. – Mexi com seus ombros, tentando deixa-la mais relaxada.

– Desculpe, Holly. – Ela suspirou pesado.

– Não peça desculpas por isso. Bom, você meio que foi formatada nesses anos que ficou lá, adquiriu hábitos e posturas diferentes, e eu entendo. Só quero que você se sinta em casa.

– Vou me acostumar. – Fui tirando o meu vestido em sua frente aos poucos. – O que é isso na lateral do seu corpo?

– Minha tatuagem, tenho três.

– Três? Você disse que nunca faria tatuagem, tinha medo.

– Pois é… Tenho duas pequenas coroas nos pés, coroas de rei, meio que fazendo analogia aos meus pais. Foi a segunda que eu fiz. – Mostrei para ela, ela olhou atentamente. – Tenho essa nas costas. – Me virei. – É um pouco maior.

– Uma mandala?

– Isso, uma mandala, foi à terceira.

– E a da costela?

– Foi a primeira, aqui dói um pouco, mas valeu a pena, é minha predileta.

– O que está escrito?

– Chega mais perto. – Disse e ela se aproximou calmamente.

Mil borboletas dos teus lábios para os meus. – Ela disse sem acreditar no que lia. – Você tatuou nossa frase.

– Sim, depois de um ano que você estava servindo, queria algo que fizesse você estar comigo sempre, então decidi tatuar nossa frase… Gostou?

– Muito! – Ela deu um beijo no local. – Acharia ruim se eu copiasse a ideia?

– Claro que não, depois vou te levar ao meu tatuador, ele é muito bom.

– Está bem, agora, tome um bom banho. – Ela me beijou e saiu fechando a porta.

POV DIANNA

Tudo parece tão novo. Me sinto como aqueles personagens de filmes que vive a vida inteira na floresta abandonada, e quando vai para cidade grande fica meio perdida.

Sei que isso é normal, a psicóloga disse que isso iria acontecer.

Preciso me policiar mais, tentar relaxar mais, não quero preocupar Holly, não quero que ela ache que eu não estou me sentindo bem e feliz aqui.

Eu estou muito feliz! Feliz como não fico a quase seis anos!

Foi um dia perfeito, eu voltei para Nova York, fui até a faculdade, a minha garota me encheu de carinho o tempo todo, ví meus sogros que são como pais para mim… Comi muito bem e ainda matei um pouco da vontade que estou de fazer amor com ela.

Senti alguém me abraçando por trás.

– Está tudo bem, amor?

– Claro que está. – Me virei para olha-la melhor, ela veste um pijama todo azul… Tão linda.

– Pensando nas coisas que tem que fazer amanhã?

– É… Acho que vou começar comprando roupas novas, sapatos… Esse tipo de coisa, e é claro, vendo como está a minha moto.
– Cuidei muito bem dela, na medida do possível, afinal não sei pilotar.

– É, vou procurar um bom mecânico para ligar ela, arrumar o que precisa, ela ficou muito tempo parada… Amanhã você vai na aula?
– Tenho que ir, tenho prova… Se quiser, eu remarco e te ajudo nessas coisas.

– Tudo bem, eu me viro. Posso tomar um banho?

– Claro! Já deixei uma escova de dentes, escova de cabelo, toalha e na prateleira tem tudo o que você precisar, creme, sabonete, shampoo, hidratante, condicionador, enfim, tem tudo.

– Está ótimo. – Dei um beijo nela. – Prometo não demorar.
– Fique debaixo do chuveiro o tempo que quiser, vou estar na cama, lendo.

Assim que sai do banho me juntei a Holly na cama, ficamos abraçadas conversando… E adormeci.

Acordei com um cheiro bom vindo da cozinha, ela não está mais do meu lado, então me levantei, escovei os dentes e fui até ela.

– Amor! Bom dia. – Ela se pendurou no meu pescoço. – O plano era levar café na cama para você.

– Desculpe, senti o cheiro e vim correndo.

– Tudo bem, você apagou nos meus braços.
– Estava cansada, desculpe, seu braço deve ter ficado dolorido.

– Não ficou não, eu fiquei igual uma idiota te olhando dormir… Quando tentava dormir, tinha que abrir os olhos só para conferir se não era um sonho bom.

– Te amo… Te amo muito. –  Me agarrei a ela.

– Eu também. – Ela ficou me olhando com um sorriso lindo. – Agora coma, você deve estar com fome.

– Estou sim, você teria amarrador de cabelo, elástico ou algo do tipo?

– Seu cabelo está enorme amor… Tá quase batendo na bunda, você não gosta de cabelos longos em você não é? – Neguei afirmando sua teoria. – Deixa ver se eu tenho alguma coisa para você prender. – Ela saiu pela casa procurando. – ACHEI. – Ela voltou correndo. – Prontinho. – Me deu um selinho.

Obrigada. – Sorri.

Saímos um pouco atrasadas de casa, fui com ela até a faculdade. – Tem certeza que não quer entrar? – Ela me perguntou.

– Tenho sim, tenho muitos planos para hoje.

– Posso te encontrar depois daqui, o que você acha?

– Maravilhoso. – Percebi que uma garota nos olhava atentamente, forcei mais as minhas vistas e percebi quem era. – Jenna não para de nos olhar.

– Deixe ela para lá. – Holly disse com desdém.

– Não vai me apresentar? Disse que eram amigas.
– Melhor não, aconteceu algumas coisas, e então não nos falamos mais.

– O que houve.

– Promete não ficar furiosa?

– Prometo Holly.
-Eu dei um chega para lá nela, mas depois de um tempo ela resolveu, fazer uma social lá em casa, até sugeriu levar a Ashley, e foi isso que fizemos. Mas no meio da noite eu tive uma surpresa desagradável.

– Que surpresa? –  Já estava querendo socar a cara daquela vaca.

– Calma, te conheço, já tá nervosa… Ela estava nua em cima da cama, tentando me seduzir… Resumindo. ela não me beijou nem nada. Eu dei um belo de um fora nela e desde então não nos falamos mais.

– hum entendi… Querendo ou não ela achou que você ficaria viúva, deve ser um choque pra ela me ver aqui.

– É, ela mencionou algo como isso, então dei um tapa nela.
– Uau.– Fiquei surpresa com a atitude dela, Holly não consegue bater em uma mosca.

– Sabia que você voltaria. – Ela me roubou um beijo. – Amor, não se esqueça que tem que tirar toda sua documentação ok?

– Não preciso, assim que cheguei eles fizeram isso, e ainda me deram essa carteirinha aqui. – Mostrei. – Tem todos os meus dados, é até mais prático.

– Muito mais… Capitã do Exército dos Estados Unidos da América. – Ela leu atentamente. – Que orgulho do meu amor.
– Pois é, não pense que eu quero que todos saibam que eu servi ao país, é mais por ser prático mesmo.

– Acho que você deveria ter orgulho sim, você serviu, chegou ao posto de capitã e voltou. É para se orgulhar… Eu me orgulho muito da minha capitã.

– Eu me orgulho muito da minha publicitária. –  Envolvi meus braços em sua cintura.

– Futura! Falta cinco meses para me formar.

– Mas já é… Para mim, você já é… E é a melhor de todas!

– Boba.

– Completamente boba… Bom, vou indo, não quero te atrapalhar e meu dia será cheio também.

– Passa na loja de celulares, compra um e salva meu número e me liga para marcamos de nos ver.

– Sim senhora! Será a primeira coisa que irei fazer, depois de ir ao banco.

– Está bem, te amo.

– Te amo, boa provas.

Peguei um taxi, fui ao banco, sentei com o meu gerente, passei quase uma hora lá dentro, porém, resolvi tudo. Recebi uma excelente quantia por todo esse tempo que passei no Iraque… Eu estou bem tranquila quanto a isso.
Fui em uma loja de celulares, a moça deve ter me achado um ET por não ter a mínima noção da diferença entre Apple e Sansumg… Parece que sansumg está explodindo e não é no bom sentido, foi o que ví em um breve pesquisa, comprei o outro então. Chega de explosões na minha vida.

Não sei mexer muito, não sei quais aplicativos colocar, então apenas instalei o whatsapp (que é da minha época) e mandei uma mensagem para Holly, que na hora respondeu.

Fui até o salão, fiz serviço completo… Unhas, depilação e cabelo.

Como sempre estive de coque, não tinha a dimensão de quanto o meu cabelo estava grande! Estava quase na bunda, sempre usei cabelo na altura do ombro, escolhi um corte mais repicado e cortei… Aproveitei e doei para uma instituição para fazer perucas para mulheres que estão passando pelo câncer. Fiz bem para alguém, e fiz um bem enorme para mim. Foi até diferente quando me olhei no espelho. Até me sinto mais leve.

Comprei algumas roupas, não muitas, o suficiente para fazer uma surpresa para Holly, eu estou usando as roupas dela desde que cheguei. Quero que ela me veja de visual novo.

 

Continua…

Já leu?

Mil Borboletas – Parte I

Mil Borboletas – Parte II

Mil Borboletas – Parte III

Mil Borboletas – Parte IV

Mil Borboletas – Parte V

Mil Borboletas – Parte VI

Mil Borboletas – Parte VII

Mil Borboletas – Parte VIII

Mil Borboletas – Parte IX

Mil Borboletas – Parte X

Mil Borboletas – Parte XI

 

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