Ser ou não ser assumida no trabalho? o.O #Divãdabetina

Oláá,

Hoje estou empolgada, Betinas! Ao som de Vanessa da Mata, tomando um café, me entrego a nossa discussão do dia: eis que estamos vivendo em uma era onde a liberdade é maior e possível para grande parte da humanidade, grupos étnicos, estilos de vida, etc e tal. Ótimo! Perfeito sem tirar nem acrescentar nada. Estamos bem até agora após quatro linhas, não?

Daí é segunda-feira, você acorda, toma seu café e vai trabalhar. Aquele trabalho, sabe, que é necessário pintar as unhas, arrumar cabelo, falar educadamente. Ser mulherzinha, por exemplo. Por exemplo, tá? Aí passa sua colega de trabalho com aquele cabelo lindo e um sorriso maravilhoso e você desvia o olhar. Daqui à pouco entra um colega no elevador, te olha com vontade de tirar sua roupa e te chamar de mulher (hummm). Logo mais, cansou de ficar com as pernas cruzadas, que saco o suor entre as pernas e uma agonia danada, mas tem que ficar assim ou pelo menos com as pernas mais comportadas!
Alguém nesse Blog se reconhece? EU NÃO, de jeito nenhum, nããn, forma alguma!
(Abre parêntesis que estou empolgada)
Se fosse responder aos meus extintos, olharia aquela linda que passou bem nos olhos, daria uma fungada nos cabelos dela e diria que seu sorriso é para qualquer segunda-feira tornar-se sexta(eu estando solteira,tá). Logo mais, no elevador, acho que faria um gesto de coçar o saco que não tenho pra ver se ele me olharia da mesma forma…pois pois… fechou parêntesis.

Só que não. O fato é que todos os dias, grande parte das Betinas são “obrigadas” a se comportarem de uma forma, na qual nem sempre é a de cada uma na íntegra. Também não estou dizendo que é pra sair agarrando as mulé por aí não, heim? Estamos falando de comportamento, como devemos agir sem que maltrate tanto quem verdadeiramente somos. Difícil e muito, não? E sabe de uma coisa, por mais que você tente se encaixar, sempre será diferente, pensando na maioria das vezes com mais objetividade e praticidade, oque as vezes incomoda. Não existe coisa mais chata ouvir mulher hétero conversar (me perdoem, mas é a minha opinião) em mesa de almoço e você sem nada para agregar. Caramba, como é difícil, além de agir como uma profissional neutra, essa parte de socializar-se com um mundo no qual você não encontra nada em comum com o seu ou muito pouco. Não sou feminista nem vivo exclusivamente no mundo gay, mas na boa, é muito difícil se integrar nesse mundo “delas”. No meu caso, não demorou muito para os comentários em todo o estabelecimento surgirem. Afinal de contas, sou mulher, feminina, pinto as unhas e não falo de problemas dos meus namorados. Depois de um tempo não cola,né.

O certo mesmo, acima de qualquer coisa nesse mundo, é você se conhecer e saber até onde consegue montar um palco e entrar no jogo. O mercado de trabalho nada tem a ver com sua vida pessoal, nada tem a ver com quem você dorme, pra quem você dar ou deixa de dar. FATO, é um jogo, uma peça de teatro e você faz parte do elenco! Quem desejas ser nesse enredo? Quais peças do banco imobiliário da vida desejas? Só você pode dizer isso e escolher o quanto afetará as más línguas ao seu redor, porque acredite, disso você não se livra, independente da orientação sexual. Já que é assim, o profissionalismo na íntegra em atitudes e sigilo da vida pessoal, eu diria que é a melhor forma de passar o dia.

Uma excelente semana à todas as Betinas queridas que por aqui passaram!


Sugestão de trilha 😉 

Abraço carinhoso,

assinatura. ANa.fw

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