Maternidade: A saga de lésbicas que querem ter uma família.

 

“No imaginário popular existe uma fantasia, decorrente da época em que a homossexualidade era vista como uma doença, que pais ou mães homossexuais teriam uma intenção perversa ou obscura por trás do seu desejo de adotar uma criança. ”
Maria Regina Castanho França

“Assumir a homossexualidade em uma sociedade heteronormativa e, ao mesmo tempo optar pela maternidade, é necessário percorrer um árduo caminho”

 

Mães lésbicas são tão reais quanto todas as outras e fazem parte desse novo cenário das relações familiares. Amar outra mulher não torna uma mãe menos mãe, mas a gente sabe que há o preconceito e as pessoas podem ser muito cruéis. Toda essa crueldade pode amedrontar. É preciso estar preparada para educar seu/sua filho/filha a lidar com essa realidade. Ser mãe e lésbica é antes de tudo seguir o coração sem seguir normas impostas pela sociedade.

Você e sua esposa decidiram aumentar a família (sim, pois é quase certo já terem filhos caninos ou felinos).  Depois de várias horas de pesquisas decidiram o método de reprodução e partiram para a luta. Consultas, preparação psicológica e muita expectativa. Idas ao shopping agora tem parada certa, lojas de roupas de bebês. O mundo parece está em sintonia com você nesse momento e basicamente tudo te faz lembrar que estás prestes a ter um filho, mesmo que não haja nada concreto ainda, mas você sabe e quer que esse sonho logo se concretize. Por falar em sonho vive sonhando acordada em ouvir um “Mãe, mamãe”.  Não sabe muito a respeito, mas tem lido bastante. Tem uma leve ideia sobre esse novo universo que está prestes a entrar, mas tem certeza que vai se tratar de muito amor, entrega e dedicação profunda.

Não podemos desanimar, pouco a pouco as coisas estão mudando.  É preciso lutar para que tudo se torne mais fácil e descomplicado para que todas nós possamos ter acesso a maternidade.

Lesbian multiethnic family


Métodos de reprodução

Ir para a cama com algum “amigo”. Essa foi uma opção utilizada pelas personagens do filme Italiano Viola di Mare “. (O filme é baseado em fatos reais que ocorreram em uma ilha perto de Sicília na segunda metade do século 19, no ano 800, fatos que foram contados de boca em boca por gerações, até que Giacomo Pilati escreveu um romance, que foi levado ao cinema pela diretora Donatella Maiorca.)

Valor: Sem custos significativos.

– Inseminação caseira.  Inseminação artificial caseira/alternativa, é o método mais utilizado por ser mais simples e mais em conta. Tudo o que necessita é de um doador de confiança. Entretanto alguns especialistas alertam para os perigos que podem existir, como por exemplo, ter uma infecção.

Valor: Custo Reduzido

Até o ano de 2013 não era permitido que a reprodução assistida fosse realizada por casais homoafetivos, mas essa realidade mudou com a resolução do Conselho Federal de Medicina CFM nº 2.013/13.”

– Inseminação assistida O procedimento consiste em fertilizar um embrião, em laboratório, para casais que desejam ter filhos. O que, muitas vezes, é a alternativa escolhida para casais homoafetivos. Nos casais femininos há duas possibilidades: inseminação artificial com de sêmen doado através de um banco de sêmen ou a fertilização in vitro. Neste caso, uma delas poderá ter seu óvulo fecundado por espermatozoide doado e ela mesma continuar a gravidez ou o óvulo fecundado de uma pode ser colocado no útero da parceira que vai engravidar, permitindo que as duas tenham participação no processo.

É importante ressaltar que alguns procedimentos continuam não sendo permitidos pelas normas éticas. No caso de mulheres homossexuais, não se pode utilizar o sêmen de um familiar (irmão) de uma das parceiras para fertilizar os óvulos de sua companheira, desta forma o doador não pode ser um irmão, familiar ou conhecido da paciente, pois os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Obrigatoriamente, é mantido o anonimato.

Processo de fertilização in vitro:

  • Os exames
  • Medicação
  • Retirada dos óvulos
  • Fecundação
  • Transferência dos embriões
  • O teste de gravidez

Mais detalhes: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/fertilidade/metodos/conheca-passo-a-passo-o-processo-da-fertilizacao-in-vitro,2008a124b624d310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

Valor:  Custo de 12 mil a 15 mil reais.

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Adoção

Infelizmente não há uma legislação que trate da adoção por parte de casais homoafetivos, há muito preconceito e sem amparo legal tal procedimento fica emperrado ema algumas batalhas judiciais. Mesmo assim é importante ressaltar que houve decisões favoráveis aos casais homoafetivos na adoção conjunta. No julgamento os juízes se pautaram nos princípios fundamentais da dignidade da pessoa garantindo assim o direito de crianças e adolescentes serem adotados e amados no novo lar.

Registro civil          

Em alguns estados no Brasil o casal homoafetivo já pode registrar o filho independente de decisão judicial.

No caso da homoparentalidade biológica, que acontece com a reprodução assistida, é necessário um termo de consentimento por instrumento público ou particular com firma reconhecida e declaração do centro de reprodução humana para dar entrada no processo de registro.

O provimento nos casos que já foram autorizados foi fundamentados com o entendimento de que o registro de nascimento vinda da homoparentalidade atende aos princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção da discriminação, do direito de se ter filhos e planejá-los de maneira responsável.

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Algumas clínicas:

www.procriar.com.br

https://fecondare.com.br

www.bedmed.com.br

www.dragabriellamacielcollier.com.br

Instagrans de uma mãe e duas mães:

https://www.instagram.com/umabebeduasmaes/

https://www.instagram.com/ostridasmaes/

Curiosidades:
Segundo pesquisa de Estatísticas de Registro Civil 2013, o Brasil registrou 3.701 casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo no ano passado. Destes, 52% entre mulheres e 48% entre homens.

Na Suíça é a denominação família arco-íris que tem sido utilizada e, segundo Hermann-Green (2010), ela refere-se a uma família na qual pelo menos uma das pessoas responsáveis é homossexual, bissexual ou transgênero, conceituação que é aceita em Portugal onde a denominação família arco-íris também é utilizada (MENDONÇA, 2013)

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