Além da rotina #ContoRápido

A rotina é algo engraçado, ela nos prende, nos envolve, vai cercando os caminhos e quando vemos, estamos presos a ela, ou envoltos por ela, como escravos que não sabem mais como viver livres.

E assim a vida segue. Quando vemos, estamos reclamando da segunda-feira, vivendo a terça, assistindo o jogo do timão na quarta, lavando a roupa na quinta, fazendo a maratona daquela série na sexta, aquela faxina no sábado, almoço na casa da sogra no domingo, e quando notamos já estamos reclamando da segunda de novo. Assim acaba mais uma semana, mais um mês, mais um ano.

Quando casamos a rotina não muda, somente se adapta a ter mais uma pessoa, e o amor vai se moldando à rotina nos pequenos detalhes: “bom dia, amor”, “você vem almoçar?”, “descongela o frango”, “coloca a roupa pra lavar”, “fiz o prato que você gosta”. E assim se ama na rotina da vida a dois.

Mas essa é uma regra? Não. Claro que não. Os casais tem rotinas distintas que se adaptam a cada estilo de vida, cada região, cada credo. Mas uma coisa há de se ter certeza, rotina demais esfria o amor. Sendo assim, é preciso ter criatividade para escapar da rotina e reacender o fogo da paixão. Para conseguir tal feito não é necessário muito, o principal é ter vontade.

Era um dia como outro qualquer. Uma segunda-feira nublada. Levantamos cedo como todo dia. Eu levantei cedo, fiz eu café preto enquanto Dani, preguiçosa como sempre, continuava deitada na cama, curtindo os últimos minutos possíveis de sono, fui até a cama, dei um leve beijo nos lábios dela, na tentativa de faze-la levantar

 

– Acorda, amor, já está na hora.

– Ahhh amor, só mais 5 minutinhos. Deita aqui comigo.

– Não da, amor. Vamos nos atrasar.

– Mor, só um pouquinho, por favor!!!

– Ok, só mais 5 minutinhos.

 

Essa era mais uma coisa boa de nossa rotina. Todo dia era igual, e isso é um daqueles detalhes que emanam amor numa relação.

E Claro que me deitei e enrolei mais 5 minutos.

Dani pegou sua moto e foi para o trabalho, e eu também fui para o meu. No meio do dia uma mensagem de eu te amo. Entre uma folga e outra uma mensagem trocada, sobre o dia, sobre um filme legal, ou qualquer outra coisa que justificaria o contato e pudesse nos trazer pra perto.

No fim do dia a chuva chegou repentina e com força, me deixando preocupada com a volta de Dani para casa. Sentei no sofá, peguei o notebook e comecei a assistir mais um episódio de The Vampire Diaries, com o coração apertado pelo tempo ruim e meu amor de moto na chuva. Tentei ligar diversas vezes mas a ligação não completava e isso me deixava cada vez mais aflita.

Ela já estava atrasada 30 minutos, e eu morrendo de preocupação. Levantei do sofá, troquei de roupa, decidida a ir atrás dela onde quer que fosse, quando fui em direção a porta ela se abriu, e lá estava Dani, toda molhada, mochila em uma mão e na outra um pequeno buquê de flores roubadas.

Abracei-a forte, como se meu mundo estivesse ali. E realmente estava.

 

– Amor, quase morri de preocupação.

– Calma, meu amor, me atrasei porque vi essas flores e tinha que traze-las para você. Eu as protegi dentro da minha jaqueta, e olha, estão bonitas igual quando as colhi.

– Obrigada, meu amor, realmente são lindas.

 

Peguei as flores e fui até a cozinha coloca-las em um vaso, ajeitei aquelas lindas flores e senti duas mãos envolvendo minha cintura, uma boca urgente que subia pelo meu pescoço fazendo com que meu corpo arrepiasse.

 

– Tava com saudades, minha linda.

– Eu também estava, e também fiquei preocupada.

– To com saudades de outra coisa agora.

– De que, meu amor?

– De namorar.

 

Nesse momento ela me segurou pelo ombro e me virou, sua boca veio em direção a minha, me tomando em um beijo urgente e apaixonado. Dani me pegou no colo e me colocou em cima da mesa, tirando minha blusa e jogando no chão. Tirou meu sutiã sem nenhum pudor, e com voracidade começou a chupar meus mamilos. Eu gemia de prazer, sentindo o tesão tomar conta do meu corpo. Com rapidez tirou minha calça e minha calcinha, me deixando nua na mesa da cozinha.

Novamente Dani me segurou pelo quadril e me levantou, eu envolvi minhas pernas em sua cintura, e ela me levou até o quarto me encostando na parede. Enquanto chupava meus mamilos, com os dedos ela desbravava meu sexo, sentindo todo o prazer que escorria pelos seus dedos.

Me jogou na cama, me puxando para a beirada e ajoelhou no chão.

 

– Emili, eu to morrendo de vontade de beber cada gota de prazer que escorre por essa boceta molhada.

– Vem, meu amor, me faz gozar na sua boca – retribui o comentário.

 

Nesse momento, sem hesitar, Dani colou seus lábios em meu sexo, chupando devagar, fazendo movimentos circulares em meu clitóris, me fazendo delirar de tesão. Sem avisar, me penetrou com dois dedos. Enquanto chupava devagar, ela metia em meu sexo com intensidade, alternando em estocadas fortes e uma penetração lenta. Eu gemia alto até que eu explodi em um orgasmo intenso e prazeroso, que percorreu todo meu corpo levando a energia que eu tinha.

Nesse momento, puxei Dani para perto do meu corpo, deitamos na cama e as ondas de prazer ainda estavam me percorrendo, fazendo eu ter espasmos. Aos poucos a respiração foi se normalizando, os batimentos cardíacos desacelerando e então adormeci nos braços dela.

Acordei meia hora depois, com Dani me olhando, um olhar bobo e apaixonado, olhar de quem ama, de quem cuida, de quem surpreende, de quem se preocupa. Aquele olhar que só o amor da tua vida pode te oferecer.

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