Você já escolheu por qual método terá seu filho?

As novas técnicas reprodutivas que poderão concretizar sonho de casais de lésbicas

Como em qualquer outro relacionamento, os homossexuais têm a vontade de aumentar o laço que os une, ou seja, o desejo de ter filhos. No entanto, mesmo depois de muitos avanços tecnológicos, existe um fator que necessita evoluir, a mente humana. Porque ainda hoje nós sofremos discriminação por parte da sociedade que nos julgam anormais, e com isso tornamse maiores as barreiras para adotar uma criança ou fazer uma inseminação artificial. A questão da adoção ou inseminação feita por lésbicas está sempre em pauta. Antes de qualquer coisa devemos analisar estes dois pontos, pois eles se chocam diretamente e, muitas vezes, preferir um ao outro pelo desconhecimento ou preconceito poder ser danoso ao processo de maternidade. Portanto, acima de tudo, cabe ressaltar que a adoção é um ato de amor. Adotar é então tornar “filho”, pela lei e pelo afeto, dar tudo de bom a uma criança que perdeu ou nunca teve a proteção daqueles que a geraram.

Já no caso da inseminação – que custa em média 10 mil reais, o que vale é a vontade de gestar intrinsecamente, de ver a barriga crescer, de sentir o bebê manifestar-se dentro do ventre, de sentir, inclusive, as dores do parto, passar por todo o processo da gestação, como parte da maternidade. Além disso, a próxima preocupação após a decisão de ter filhas ou filhos é: como criá-los? Será que a convivência com gays ou lésbicas tornaria nossas filhas ou filhos homossexuais? Com certeza não, afinal, somos filhas e filhos de pessoas heterossexuais na maioria das famílias e isso não nos tornou heterossexuais. E como lidar com as diferenças das nossas famílias?

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Da mesma forma que a maioria das famílias lida com as diversidades que há entre seus membros, qual família é igual à outra, mesmo sendo uma família tradicional? É neste sentido que devemos agir com nossos filhos e filhas, criando-os com responsabilidade, passando valores que os façam ser pessoas de bem.

Quero confessar e acredito que não sou solitária nesse pensamento, mas tenho pretensão de ter futuramente, filhos naturais, ou seja, biológicos, gerados do meu ventre, ou de minha mulher, porém contendo somente células nossas. Sem ter de recorrer a bancos de doadores.

Hoje casais de lésbicas podem ter filhos com genes de ambas, graças a um novo tratamento desenvolvido por cientistas do Instituto de Genética Reprodutiva em Chicago (http://www.ceerh.com.br/equipe.html). A técnica, que inicialmente beneficiaria homens que não podem ter filhos, permite a retirada de uma célula do corpo de uma mulher para ser usada na fertilização de um óvulo de outra mulher, criando um esperma artificial. Depois de realizar vários testes, os cientistas estão tentando produzir embriões humanos. Segundo Mohammed Taranissi, do Centro de Pesquisas Ginecológicas de Londres, os primeiros resultados das experiências realizadas com óvulos humanos foram apresentados durante uma conferência em 2009.

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Recentemente, um casal de lésbicas, Adriana Tito Maciel, de 26 anos, e Munira Kalil El Ourra, de 27, moradoras da grande São Paulo tiveram o prazer de gerar dois filhos. Os recém- nascidos são fruto da inseminação dos óvulos de Munira com o espermatozóide de um doador anônimo. Os embriões foram então implantados no útero de Adriana, que gerou as crianças. A luta judicial para colocar o nome das duas mães nas crianças duraram pouco mais de dois anos e em 2012 as duas puderam ter o prazer de registrar os filhos gêmeos com seus nomes e seguem felizes.

Estamos passando por alguns progressos na medicina e os processos tecnológicos têm evoluído cada vez mais. Creio que em futuro não muito distante poderemos ver qual é o resultado da mistura das suas características com o de sua amada.

Você é lésbica e quer ser mãe? Não tenha medo! Filho é o efeito do encontro de duas almas que se amam! Se joguem pra vida!

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